segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

MAC: Primeiro banco de leite materno abre no início do ano

O primeiro banco de leite materno em Portugal vai entrar em funcionamento na primeira quinzena de 2009 na Maternidade Alfredo da Costa, Lisboa, afirmou à Lusa o director da instituição, Jorge Branco.

O mesmo responsável está à espera que chegue algum equipamento necessário para o banco começar a funcionar.
As mulheres que tenham excesso de leite podesão então doá-lo ao banco para suprir as carências de bebés que não podem ser alimentados pelas suas mães, como os bebés prematuros e os filhos de infectadas com HIV, tuberculose ou hepatites.

A 06 de Outubro, a ministra da Saúde, Ana Jorge, referiu que outras instituições com elevado número de bebés prematuros estão interessadas no projecto.

«O primeiro banco que está neste momento em Portugal a desenvolver-se é na Maternidade Alfredo da Costa, mas sei que há outros hospitais que terão esse interesse, principalmente os hospitais que têm muitos pré-termos [prematuros]», disse à agência Lusa Ana Jorge, à margem na Conferência da UNICEF/Comissão Nacional da Iniciativa dos Hospitais Amigos dos Bebés, que assinala a «Semana do Aleitamento materno».

Ana Jorge lembrou que os bancos de leite foram prática há alguns anos, mas que foram postos de lado devido ao risco das doenças transmissíveis. «Hoje talvez façam todo o sentido», sublinhou.

Actualmente, há processos de tratamento que permitem que o leite materno mantenha as suas qualidades e seja seguro, justificou.
Diário Digital / Lusa

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Cólicas do lactente

Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga 2008-10-15
As cólicas dos bebés podem surgir em qualquer idade, embora sejam mais frequentes nos primeiros 2-3 meses de vida.

O que é a cólica?
A cólica é provocada pelos pressão que os gases resultantes da fermentação do leite exercem nas paredes do intestino do bebé.
Como saber que é cólica que o bebé tem?
Quando o bebé tem cólicas, o choro é muito alto e constante, pode durar até 3 horas seguidas e nada o faz parar. Pode também contorcer-se e encolher as perninhas.
O que corrigir?
Se for alimentado a leite materno
Corrigir a técnica de amamentação para que o bebé não engula muito ar e procurar esvaziar completamente a mama. Técnica correcta:- Estimular o bebé a abrir a boca.- Introduzir 1 a 2 cm da aréola na boca do bebé.- Manter os lábios virados para fora.- Manter o queixo colado às mamas.- Está correcto se as bochechas do bebé ficarem arredondadas e se se ouvir a deglutição.
Também é conveniente que a mãe tenha cuidado com sua a dieta alimentar: deve evitar ingerir couve-flor, brócolos, couve-de- bruxelas, pepinos, pimentos, chocolate, café, citrinos e alimentos condimentados.Se for alimentado com leite adaptado- Verificar o tamanho da tetina e certificar-se de que o leite sai lentamente.- Colocar o biberão na posição vertical ao dar de mamar.- Colocar o bebé a arrotar durante 10 minutos.
O que fazer para ajudar o bebé nestas situações?
- Pode tentar dar-lhe um banho morno.
- Não o coloque de barriga para cima.
- Massaje a barriga do bebé: deite-o no colo ou na cama e massaje com a palma das mãos (quentes) de cima para baixo ou no sentido do ponteiro do relógio, pressionando levemente. De seguida, pode também agarrar nos pezinhos do bebé e fazer o movimento de pedalar (bicicleta) 10 a 15 vezes.

Bernarda Sampaio (Hospital de São Marcos de Braga) e Anabela Bandeira (Hospital Geral de Santo António)

http://www.educare.pt/educare/Educare.aspx

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Porquê o aleitamento materno é importante?

O aleitamento materno é o método óptimo de alimentação no início de vida. O leite materno é o alimento ideal, nutricionalmente completo e que reforça os laços afectivos entre mãe e filho.

O leite materno fornece todos os nutrientes que o seu filho precisa nos primeiros 6 meses de vida e continua a ser a maior fonte nutricional durante o resto do primeiro ano de vida.

Para além disso, o leite materno contém substâncias protectoras contra infecções, alergias e outras doenças, tais como factores de crescimento, hormonas, imunoglobulinas, e outras.

Os benefícios são maiores quanto maior a duração do aleitamento materno, pelo que quanto mais tempo conseguir dar de mamar melhor. Esses benefícios permanecem muito para além da paragem da amamentação, chegando mesmo à vida adulta.

O aleitamento materno é o melhor para o seu filho, porque:

*Fornece-lhe todos os nutrientes necessários
*Protege-o de alergias, infecções e outras doenças
*Contribui para crescimento e desenvolvimento saudáveis
*Contribui para a saúde global do seu filho
*Ajuda-o no desenvolvimento da fala, da visão e a inteligência
*Promove uma relação especial entre a si e seu o filho
*Facilita o desenvolvimento emocional saudável
*Leva a um menor número de consultas médicas e internamentos hospitalares

O leite materno:
*Adapta-se ao apetite e sede individual do seu filho
*Varia, na composição e na quantidade, ao longo da vida do bebé, ao longo do dia e ao longo da mesma mamada
*Não é uma alimentação monótona, porque permite o contacto com uma variedade de sabores dependentes da alimentação da mãe, facilitando ainda a introdução posterior da dieta familiar
*Facilita a digestão e o funcionamento do intestino.

http://www.amamentar.net

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A Data provável do Parto

Faça as contas, mas não faça muitos planos. A data provável é apenas uma referência.
Do ponto de vista do acompanhamento médico, é fundamental calcular o tempo da gestação e a data provável do parto. Muitas decisões irão basear-se nessa data, nesse cálculo. Desde o controlo do aumento do peso da grávida até às medidas para vigilância do bem-estar fetal, caso não haja sinais de parto depois da data prevista. Nascer muito depois da data provável aumenta alguns riscos para a mãe e para o bebé, por isso é importante definir o tempo de gestação.
Assim, uma das primeiras perguntas do médico, na primeira consulta de acompanhamento de uma grávida, é a data da última menstruação. É a partir dessa data que fará a contagem das quarenta semanas de gestação e calculará a data provável do parto.
Ou seja, o obstetra não conta as semanas a partir do dia da concepção (que é quase sempre desconhecido), mas sim a partir do primeiro dia da última menstruação.
O facto de o médico contar 40 semanas e não 36 - que corresponderiam aos nove meses - tem a ver precisamente com o facto de se contarem duas semanas suplementares que correspondem ao tempo que decorrem entre o primeiro dia da menstruação e o período fértil, no qual terá ocorrido a concepção. Além disso, os meses não têm exactamente quatro semanas, mas sempre mais dois ou três dias (à excepção de Fevereiro).
Primeira ecografia: confirma ou acerta idade gestacional
Se a priimeira ecografia for realizada por volta das 12 semanas de gestação, como é recomendável segundo os protocolos de acompanhamento médico da gravidez, ela permite confirmar ou acertar o tempo de gestação e a data provável do parto. Este é o método mais fiável para determinar a idade gestacional, pois há muitas mulheres com ciclos irregulares. Nestes casos, a concepção pode não ter ocorrido entre o 13º e o 15º dia após o primeiro dia da última menstruação, como é normal em ciclos regulares de 28 dias. Pode ter ocorrido alaguns dias antes ou alguns dias depois, o que fará diferença no tempo de gestação.
O ecografista irá precisar a idade gestacional do feto, através das suas medidas. Por vezes, apesar de ser raro, pode haver grandes desvios, quando a concepção acontece fora do período fértil normal.
Apenas uma probabilidade
A data provável do parto, indicada pelo médico, não é mais do que uma referência. Ou seja, apesar da importância que tem determinar essa data, a verdade é que a probabilidade de o bebé nascer nesse dia é apenas uma em muitas. Não vale aq pena fazer muitos planos sobre a data do nascimento. Apenas 50 a 60 por cento das mulheres dão à luz na data provável - ou com uma variação de poucos dias dessa data. Em 20 a 25 por cento dos casos, os bebés nascem dez a 15 dias antes e noutros 20 a 25 por cento, nascem quatro a oito dias depois.
A Lua
Quanto às teorias das avós, que metem invariavelmente a Lua nestas contas, calcula-se que a gravidez tenha a duração de dez meses lunares, ou seja, 280 dias, que são as 40 semanas que os médicos calculam. A Lua sempre foi relacionada com os ciclos femininos. O ciclo menstrual feminino tem habitualmente 28 dias, tal como o ciclo da Lua ao passar pelas suas quatro fases. Por isso o tempo de gravidez se calculava pela Lua, antes de haver ecografias.
Mesmo não sabendo explicar porquê, muitos médicos verificam que existem mais partos nas maternidades nos períodos de mudança da Lua. Um estudo revelou que há mais nascimentos entre o quarto minguante e a Lua Nova e que nascem menos bebés no quarto crescente.
Gravidez de termo
São considerados bebés de termo aqueles que nascem entre as 37 e as 42 semanas de gestação. Só se considera ultrapassado o termo da gravidez quando se atinge a 42ª semana. Desde que tenha vigilância médica adequada, o bebé pode nascer perfeitamente bem após a data provável. Cerca de 5% das gestações com idade gestacional bem calculada ultrapassam as 42 semanas. Em Portugal, é comum esperar até às 41 semanas de gestação, só induzindo o parto depois dessa data. Noutros países da Europa, espera-se até às 42 semanas.
Faça as contas
O cálculo feito pelo seu médico e que serve de base aos discos e tabelas que podem consultar-se para descobrir a data provável do parto é a chamada regra de Naëgelle, conhecida por «mais sete, menos três».
Some 7 ao primeiro dia da última menstruação, para obter o dia do mês, e recue 3 meses em relação ao mês em que essa menstruação ocorreu, para obter o mês em que o bebé irá nascer.
Imagine que o primeiro dia da última menstruação é 10 de Maio. Some-lhe 7 e obterá o dia 17. Recue 3 meses e obterá Fevereiro. A data provável do parto é 17 de Fevereiro.
Se a data da última mentruação é 29 de Janeiro, some-lhe 7 e obterá o dia 5 (tendo em conta que Janeiro tem 31 dias). Se recuar três meses, terá Novembro como mês do nascimento.

sábado, 29 de novembro de 2008

Nova Licença de Parentalidade

Abrange crianças nascidas em 2008, se o pai ou a mãe estiverem a gozar em Janeiro de 2009 a licença de maternidade, de paternidade ou de adopção.
Se estiver a gozar a licença de maternidade em Janeiro de 2009, quando entrar em vigor o novo Código do Trabalho, essa licença poderá ser prolongada até aos 12 meses do bebé, desde que o tempo de licença seja partilhado com o pai.
As novas regras na duração da licença de parentalidade (que irá substituir as actuais licenças de maternidade, paternidade e adopção) entram em vigor no dia 1 de Janeiro, mas são aplicáveis, segundo a proposta de Lei do governo, a todos os trabalhadores que se encontrem, nessa data a gozar essas licenças.
É preciso, no entanto, solicitarem o prolongamento e têm apenas 15 dias para o fazer.
As novas regras:
=> A Licença de Parentalidade inicial pode ser dividida entre o pai e a mãe.
=>A sua duração será de cinco meses pagos a 100 por cento do vencimento bruto ou seis meses pagos a 83 por cento, mas apenas se a licença for partilhada. Ou seja, é preciso que pelo menos um mês seja gozado em exclusivo pelo pai ou pela mãe.
=>Se não houver partilha da licença, ou se o período partilhado for inferior a um mês, a duração da licença de parentalidade será de quatro meses remunerados a 100 por cento, ou cinco meses a 80 por cento.
=>A licença inicial pode ser prolongada por mais seis meses, desde que partilhada: três meses para a mãe, três meses para o pai. Ou pode ser prolongada só por mais três meses se for requerida apenas pela mãe ou pelo pai.
=>Neste período de Licença Parental alargada, o trabalhador receberá 25 por cento do salário bruto.
=>Aumentará de 5 para 10 dias úteis a licença a gozar obrigatoriamente pelo pai logo após o nascimento do bebé.
Concorda com a nova Licença de Parentalidade?
O alargamento do tempo que os pais trabalhadores podem ter para cuidar e acompanhar o crescimento de um filho acabado de nascer parece uma boa medida. Mas nem todos os quadrantes da sociedade a consideram justa. Transcrevemos parte do parecer que o Movimento Democrático de Mulheres apresentou na discussão púlbica sobre a Proposta de Lei n.º 216/X, que aprovou a revisão do Código do Trabalho e, portanto, esta nova Licença de Parentalidade. Depois de o ler, deixe-nos também o seu parecer. Diga de sua justiça. Considera positiva e justa a nova licença?
«As alterações propostas pelo Governo PS vão no sentido de deixar de considerar a licença por maternidade e paternidade como um direito universal dos trabalhadores, para passar a condicioná-lo à forma como se exerce. Assim, este direito passa a ser considerado pelo Governo como uma «regalia», que beneficiará comportamentos da esfera privada das famílias. Ao invés de garantir direitos universais, em respeito pela função social do Estado que é a protecção da maternidade e da paternidade, o Governo impõe regras de conduta, premiando os casais que observem determinado tipo de comportamento, transformando a licença por maternidade e paternidade num benefício ou regalia, aumentando o tempo de licença apenas quando o casal tenha rendimentos suficientes e condições no local de trabalho para poder, efectivamente, optar pela permanência do pai em casa.
Esta lei que não reflecte a multiplicidade das situações em que a maternidade ocorre: no caso das mães solteiras, a mãe ou o pai desempregado, as famílias com baixos níveis remuneratórios, e não reflecte a situação real da discriminação e da segregação remuneratória entre mulheres e homens. Não reflecte igualmente a experiência das mulheres - nos seus aspectos biológicos, sociais e culturais. Cria as condições para a perpetuação da discriminação com base no sexo alargando-se também o fosso das desigualdades para as mais pobres.
Assim, por um lado, afasta-se a especificidade de um direito das mulheres trabalhadoras, consubstanciado na licença por maternidade, criando-se esta nova licença de parentalidade, e por outro alimenta-se a ficção de que em matéria de assistência aos filhos, especificamente aos recém-nascidos, as responsabilidades se repartem igualmente entre mulheres e homens.»

sábado, 22 de novembro de 2008

Reconhecer um falso alarme de parto e quando é mesmo a sério!

Se se tratar de um falso alarme de parto, sentirá contracções que lhe parecerão bastante reais.

No entanto as contracções que sente não são suficientemente intensas para pôr o trabalho de parto em andamento como o fariam contracções verdadeiras. Ou seja, não provocam o apagamento do colo do útero (não o tornam mais fino) nem a sua dilatação (abertura). Estas contracções são chamadas contracções de Braxton Hicks. Podem parecer as contracções do trabalho de parto se se tornarem repentinamente mais intensas ou frequentes, mas são geralmente irregulares e podem acabar por se atenuar ou mesmo desaparecer completamente. Podem ocorrer intermitentemente durante dias (ou mesmo semanas) antes que se dê início efectivamente ao trabalho de parto.

Alguns sinais de falso alarme de parto:

• Contracções irregulares e que não parecem aumentar de intensidade.

• Dor concentrada no baixo abdómen e na virilha e não uma dor que irradia em todo o útero e até ao fundo das costas.

• Contracções que desaparecem quando se movimenta ou faz uma caminhada.

Alguns sinais do verdadeiro trabalho de parto:

• Contracções intensas que não passam.

• O bebé desce. Algumas mulheres sentem o bebé a encaixar na pélvis até algumas semanas antes do início do trabalho de parto. Quando o bebé desce, sentirá provavelmente que é mais fácil inspirar profundamente, já que deixa de fazer pressão contra o diafragma, mas poderá sentir uma maior pressão sobre a bexiga e a pélvis.

• Perda do rolhão mucoso. O rolhão mucoso é a pequena quantidade de muco espesso que bloqueia o canal cervical que faz a ligação ao útero. Por vezes, o muco apresenta-se tingido com um pouco de sangue acastanhado, rosado ou vermelho quando sai. Mesmo que o trabalho de parto não tenha ainda começado, demorará normalmente um ou dois dias depois de perder o rolhão mucoso.

• Ruptura da bolsa. Pode sair líquido amniótico em grande quantidade (metade das mulheres de um inquérito do BabyCenter que tiveram ruptura de bolsa espontânea descreveram-na como um jacto), podem sair alguns pingos (19% sentiram apenas uma pequena perda) ou algo intermédio (29%). O trabalho de parto começa normalmente pouco tempo depois.

• Outros sinais de parto podem incluir diarreia ou dores nas costas. Os sintomas indicativos de trabalho de parto variam de mulher para mulher, por isso preste atenção ao seu corpo à medida que se vai aproximando da data de termo. Veja como as grávidas que participaram num inquérito do BabyCenter tiveram a certeza de que o bebé estava a caminho:

- 34% sabiam que o trabalho de parto tinha começado quando as contracções começaram a acelerar furiosamente.

- 23% disseram saber quando a bolsa rompeu.
- 12% disseram que o sinal foi uma nova e intensa dor nas costas.
- 10% disseram que sabiam ter chegado a altura quando perderam o rolhão mucoso.

http://familia.sapo.pt/johnson/calendario_de_gravidez/factos_surpreendentes/829546.html

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Casas de parto à espera para nascer em Portugal

As casas de parto, um meio-termo entre o domicílio e o hospital, são uma opção para quem deseja um parto natural e, como em Portugal não existe alguma, já há parteiras espanholas interessadas em abrir a primeira.
Fundador da Associação Portuguesa de Enfermeiros Obstetras (APEO), Vítor Varela, que esteve em Novembro em Berlim - "onde existem cerca de oito casas de parto, todas ao pé de maternidades, para que, em caso de necessidade, a grávida seja deslocada de um local para o outro sem recurso a ambulâncias e sem que uma situação mais complicada chegue ao extremo" - lamenta que a realidade nacional seja "tão diferente".
"Em Portugal não existem casas de parto e a lei diz que o nascimento deve ocorrer em ambiente hospitalar", declarou à agência Lusa, revelando que, todavia, "várias parteiras espanholas e algumas holandesas" já o sondaram sobre o assunto, tendo as espanholas perguntado mesmo "qual a viabilidade de montar uma no país".
Actualmente a trabalhar no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, Vítor Varela - que até 2005 assegurou a presidência da APEO e representa os países do Sul da Europa na Confederação Internacional de Parteiras - afirmou que, em Portugal, "a formação dos enfermeiros obstetras não é devidamente aproveitada".
"Aqui vivemos o modelo médico, em que não é reconhecida a qualificação e a responsabilidade dos enfermeiros obstetras, ou parteiros, apesar de estes serem abrangidos por uma directiva comunitária".
Segundo Vítor Varela, a directiva comunitária 2005/36/CE, de 7 de Setembro, aguarda transposição para o direito interno, existindo alguns pontos controversos para a comunidade médica no artigo 39º, relativo ao "exercício das actividades profissionais de parteira".
"Prescrever ou aconselhar os exames necessários ao diagnóstico mais precoce possível da gravidez de risco" (alínea c), "diagnosticar a gravidez, vigiar a gravidez normal e efectuar os exames necessários à vigilância da evolução da gravidez normal" (alínea b), "assistir a parturiente durante o trabalho de parto e vigiar o estado do feto in utero pelos meios clínicos e técnicos apropriados" (alínea e) são alguns dos tópicos problemáticas.
No artigo 39º também não são consensuais a alínea f, que autoriza os parteiros a "fazer o parto normal em caso de apresentação de cabeça, incluindo, se necessário, a episiotomia, e o parto em caso de apresentação pélvica, em situação de urgência" e a alínea g, que capacita estes esfermeiros para "detectar na mãe ou no filho sinais reveladores de anomalias que exijam a intervenção do médico e auxiliar este em caso de intervenção e tomar as medidas de urgência que se imponham na ausência do médico, designadamente a extracção manual da placenta, eventualmente seguida de revisão uterina manual".
"Sem que seja elaborado e reconhecido, após aprovação pela Ordem dos Enfermeiros, um Regulamento de Actividades que contemple todos os pontos da directiva, a autonomia das parteiras ou parteiros está sempre posta em causa", destacou Vítor Varela.
"Se uma mulher quiser ter um filho em casa, pode escolher uma parteira ou parteiro da sua confiança, mas este não tem protecção legal caso algo corra mal, pelo que muitos recusam fazê-lo independentemente de terem competência para isso", afirmou o ex-dirigente da APEO, acrescentando que "aqui mesmo ao lado, em Espanha, existe a associação Nascer em Casa, que tem uma a duas parteiras em todas as capitais de província".
Em contraste, "em Portugal, deixou de haver o verdadeiro cuidado pré-natal, aquele que mantém a futura mãe informada", criticou o enfermeiro, exemplificando que, "enquanto em Berlim as grávidas são analisadas caso a caso, no nosso país ainda há centros de saúde sem enfermeiras especializadas em saúde materna".
"A política de saúde tem de incluir estas pessoas, até porque a sua formação custa caro ao Estado português e depois não é aproveitada", sublinhou, concluindo que, neste caso, "perde a pessoa que se formou, perde a grávida, que podia desfrutar de outro acompanhamento, e perde o país".
Defensor de que "dar à mulher a hipótese de um parto natural é uma missão do serviço público", o enfermeiro tem investido nesta área e fez, com a sua equipa, um projecto em que apurou "que meios técnicos e humanos e que alterações estruturais seriam necessárias para fazer o trabalho de parto na água" no Hospital de São Bernardo.
Entregue em meados de 2006, a proposta "está em análise e ainda não estão reunidas as condições necessárias para a pôr em prática", segundo o gabinete de comunicação do Centro Hospitalar de Setúbal.
Entretanto, e enquanto em Setúbal o projecto tarda em arrancar, a 7 de Fevereiro o Porto vai acolher uma reunião da Confederação Internacional de Parteiras, que terá a presença de representantes de Espanha, Itália, França, Grécia, Malta, Chipre, Roménia e Líbano com vista à criação de uma norma de procedimentos a adoptar para a realização de partos naturais.
O encontro agendado para o Hotel Tuela, no Porto, tem lugar seis dias após a inauguração do novo bloco de partos do Hospital de São João, onde trabalha Elisa Clara Santos, enfermeira de saúde materna e obstétrica (ou parteira, como prefere ser designada) que é capaz de fazer horas-extra para acompanhar uma grávida que opte por dar à luz naturalmente.
"O grande inimigo do parto natural é o relógio, pois aqui não há Buscopan para amolecer o colo do útero, nem há oxitocina para acelerar as contracções, pelo que o nascimento demora o tempo que demorar", explicou Elisa Santos à agência Lusa, assinalando que um parto natural se inicia por si próprio, sem indução, e decorre ao ritmo de cada mulher.
Para esta parteira "o parto natural é mais instintivo, mas é aconselhável a grávida ter um plano de parto - elaborado com o companheiro, a parteira ou a doula [mulher que apoia a grávida durante a gestação e o nascimento do bebé] - em que diga que posição prefere para dar à luz ou como deseja contrariar a dor".
Mestre em Bioética, com a tese "A dor e o sofrimento no trabalho de parto" defendida em 2005 na Universidade Católica de Braga, Elisa Santos, de 43 anos, assegura nunca ter ajudado nenhuma mulher a dar à luz em casa, mas esclarece que "não é por ser no hospital que um parto fica isento de riscos".
"No domicílio, o maior problema é a capacidade de reacção em caso de distocia, quando o bebé fica entalado pelos ombros no momento da expulsão, ou de hemorragia uterina pós-parto. No entanto, no hospital há um risco acrescido de infecções", referiu a enfermeira, que possui formação específica sobre os partos naturais e para quem "o ambiente do lar faz muita diferença a nível psicológico".
Simpatizante também dos partos na água, a enfermeira do Hospital de São João, no Porto, esclareceu que estes não são uma possibilidade em Portugal, "nem em hospitais nem em clínicas, nem no público nem no privado".
"A água é um método natural para relaxar e aliviar as dores e o que eu defendo é a hidroterapia, mas se a expulsão do bebé se der no meio aquático não é nenhuma tragédia", afirmou Elisa Clara Santos à Lusa, acrescentando que, caso a mulher faça esta opção, "a sua entrada na água não deve ocorrer antes de ter quatro a cinco centímetros de dilatação".
O Hospital de São João não dispõe de uma banheira adequada ao parto na água, nem é favorável à sua concretização mas, e se uma grávida levar a piscina de casa?
"Bem, aqui a protagonista é a mulher... Por isso, se a grávida trouxer os meios e assinar um termo de responsabilidade em como está consciente do que a sua decisão implica, em princípio a instituição terá de aceder", ponderou Elisa Santos, cujo nome surge indicado na página de Internet http://partoaquatico.net, que faculta mais informações sobre os benefícios da água no parto.
Ainda a propósito dos partos naturais, a enfermeira de saúde materna contou à Lusa guardar o sonho de abrir uma casa de parto em Portugal, em princípio no Porto e talvez até perto do Hospital de São João.
"Eu e umas colegas já pensamos nisso há algum tempo. Teríamos de estabelecer um protocolo com uma instituição hospitalar e, eventualmente, com os bombeiros, para organizar o transporte em casos de emergência", revelou, garantindo que "já há espaço, material e recursos humanos mas, como não há legislação, por enquanto fica apenas o desejo".
Jorge Branco, presidente da Comissão Nacional de Saúde Materna e Neonatal, declarou à agência Lusa que, "de momento, não existe legislação que permita" a criação de casas de parto no país, "nem a rede hospitalar portuguesa o prevê".

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=323568&visual=26&rss=0

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Porto Bebé 2008

Dias 22 e 23 de Novembro de 2008 das 10 ás 22h. Na Alfândega do Porto.
Preço por pessoa: 2€.


Horário das Actividades Porto Bebé 2008

Sábado, dia 22 de Novembro
10.00 – Abertura
11.00 – Acalmando o choro dos bebés (método Dr. Harvey Karp) - Gymboree
11.30 – Baby Signs (Linguagem gestual dos bebés) - Gymboree
12.00 – Abertura Oficial do Evento – Vereador do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal do Porto, Dr.
Gonçalo Gonçalves
14.00 – Saúde Oral na Grávida, Bebé e Criança – Instituto CUF - Drs. Virginie Freire e Sandro Costa
14.30 – Dermatologia Pediátrica – Prof. Doutor Osvaldo Correia – INSTITUTO CUF e EPIDERMIS – Presidente da
Sociedade Portuguesa de Dermatologia
15.00 – Veias e Estética na Gravidez – antes e após – AB Clínica – Dr. Carlos Amaro Neves
15.30 – Prevenindo a depressão no pós parto – Care for you – Dr.ª Ana Manta e Dr.ª Ana Varão
16.00 – Cirurgia Estética da Obesidade – TROFA Saúde – Prof. Doutor Amarante
16.30 – Tratamento Cirúrgico da Incontinência Urinária – TROFA Saúde – Dr. Alfredo Soares
17.00 – A Mama e a Gravidez – Instituto CUF – Dr. Fleming de Oliveira
17.30 – Fraldas reutilizáveis – Bambino Mio – Dr.ª Sarah SProston
18.00 – Concurso: O pai mais rápido a mudar a fralda – Kituki
18.30 – Recuperação Pélvica no pós-parto – Instituto CUF – Dr.ª. Teresa Soares da Costa
19.00 – Preparação Aquática para o Parto – Naturalmente Grávida – Enfs. Victor Rocha e Carla Pedro
21.00 – Clube do Pano – Zélia Évora

Horário das Actividades Porto bebé 2008
Domingo, dia 23 de Novembro
11.00 – Mummy's First bag – Natura Pura – Dr.ª. Maria João
11.30 – Criopreservação de Células Estaminais do Sangue do Cordão Umbilical – Crioestaminal – Dr.ª.
Alexandra Mendes
12.00 – Boa Nova para a Infertilidade – TROFA Saúde – Dr.ª. Joana Mesquita Guimarães
12.30 – Yoga Para Bebés – Care for you – Evelyne Praxl
14.00 – Aleitamento materno – D'Barriga – Dr.ª. Joana Freitas
14.30 – Incontinência Urinária na Gravidez e no Pós Parto: prevenção e tratamento – In Útero –
Fisioterapeuta Natália Moreno
15.00 – Sexualidade na gravidez e no puerpério – Prof. Doutor Manuel Damas
16.00 – O papel dos avós – Prof. Doutora Teresa Sarmento – Universidade do Minho
16.30 – Nascer bem na Boa Nova – TROFA Saúde – Prof. Doutor Octávio Cunha
17.00 – MAMMA MIA – como o meu corpo aprende… - Prof. Doutora Maria de Lurdes Carvalho –
Universidade do Minho
18.00 – Evolução da Função Visual da Criança – Instituto CUF – Dr. Augusto Magalhães
18.30 – Transporte da criança num automóvel – Instituto CUF – Dr. Emídio Carreiro
19.00 - Concurso o Pai Mais Grávido (com a maior barriga) – Piso 0
19.00 - Adopção
21.00 – Final Grávida Porto Bebé 2008 – Mep / Crioestaminal / Nuno Baltazar
22.00 – Encerramento

http://www.portobebe2008.com/

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

2º Curso de Educador Perinatal (para um Parto Humanizado) em Portugal

Este curso vai contar com duas edições, uma em Beja e outra no Porto.
Data e Horário em Beja:
18 a 22 de Fevereiro, das 8h30m às 18h excepto no último dia, que termina às 12h30m. Cinco (5) dias de curso.
Local: Escola Superior de Saúde de Beja
Pagamentos: 370 euros até dia 30 de Dezembro, 390 euros após essa data e até 15 dias antes do curso.Transferências bancárias para o NIB 00360308 99100 00299 407.É essencial guardar comprovativo do pagamento para poder receber certificado de presença.Doulas da Associação Doulas de Portugal e sócios da Humpar têm desconto de 10% (é necessário ter a quota em dia para ususfruir desse desconto).

Data e Horário no Porto: 24 a 28 de Fevereiro de 2009, das 8h30m às 18h excepto no último dia, que termina às 12h30m.
Local: Casa do Rio (junto à Pousada da Juventude do Porto) http://www.acasadorio.blogspot.com/
Pagamentos:
370 euros até dia 30 de Dezembro, 390 euros após essa data e até 15 dias antes do curso.Transferências bancárias para o NIB 0036.0000.99104696281.48 (Montepio Geral).É essencial guardar comprovativo do pagamento para poder receber certificado de presença.Doulas da Associação Doulas de Portugal e sócios da Humpar têm desconto de 10% (é necessário ter a quota em dia para ususfruir desse desconto).
Alimentação e transportes não incluídos.
Número limitado de vagas.
Pré-inscrições para o curso de Beja: doulaluisa_c@yahoo.com
Pré-inscrições para o curso do Porto: cursoperinatalporto@gmail.com
Conteúdos
I - GESTAÇÃO
Educação Perinatal – História da preparação para o parto
Embriologia
Anatomia e fisiologia da gestação
Pré-natal centrado na fisiologia e na família
Humanização X Rotinas
Transtornos da gravidez e fenómenos adaptativos
Nutrição na gravidez
Aspectos psicológicos do ciclo gestacional
Actividade física – preparando-se para o parto
Aspectos sociais e legais da gestação e do parto
Patologias da gestação
Plano de Parto e Plano do Bebé
Escolha dos profissionais e local do parto (sistemas privados e institucionais)
II – PARTO
Antropologia do nascimento
Nascimento humano na actualidade – Onde, como e com quem?
Fisiologia do parto e complicações
Intervenções no parto
Posições no trabalho de parto e parto
Fases do trabalho de parto
Actuação da equipe interdisciplinar de assistência ao parto
O pai e demais acompanhantes no parto
Parto e sexualidade
Encontrando conforto no trabalho de parto
Cesarianas – Indicações, VBACs
Acolhendo o recém-nascido - Contacto, vínculo e amamentação na primeira hora
Nascimento humano e Medicina baseada em Evidências
III – PÓS-PARTO
Transtornos da puérpera e do recém-nascido
Pós-operatório – Cesariana, episiotomia
Amamentação
Cuidados com o recém-nascido e o bebé
Perdas – Abortos, FMs, crianças especiais
Actividade física no pós-parto
Aspectos psicológicos do puerpério
IV – TRABALHANDO COM EDUCAÇÃO PERINATAL
Aspectos éticos
Relacionamento com o cliente
Relacionamento com outros profissionais (enfermeiras, obstetras, doulas, parteiras)
Montando e divulgando cursos para casais grávidos
Dilemas: Informação X Orientação
Serão visionados vídeos e slides shows de parto, e será entregue uma sebenta com informação.
Equipa Docente Da ANDO (http://www.doulas.org.br/)
(a confirmar mais dois docentes)
Dr. Ricardo Herbert Jones,
MD, Ginecologista – Obstetra – Homeopata.
Formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1985.
Residência médica no serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre em 1986/87. Formado em nível de pós-graduação em Homeopatia pela Sociedade Gaúcha de Homeopatia em 1994. Ex-Membro do Colegiado Nacional da ReHuNa – Rede pela Humanização do Parto e Nascimento – e Membro do Conselho Consultivo da ReHuNa. Conselheiro Médico e Membro da Humpar – Associação Portuguesa pela Humanização do Parto. Conselheiro Médico da ANDO - Associação Nacional de Doulas. Representante do IMBCO – (International MotherBaby Childbirth Organization – Organização Internacional da MãeBebé para o Nascimento) para o Brasil, e colaborador do IMBCI (Iniciativa Internacional para a MãeBebé).Escreveu em 2004 o livro ";Memórias do Homem de Vidro - Reminiscências de um Obstetra Humanista", onde aborda os alicerces do projecto de humanização do nascimento sob a óptica de um médico em processo de transformação. O livro traz relatos e histórias vividas pelo autor nos seus mais de 20 anos de contacto com o nascimento humano e o feminino. É um livro leve, não técnico, voltado para as pessoas que sonham com um nascimento mais digno. Aborda o parto e nascimento como em evento empoderador da mulher e fortalecedor dos laços afectivos da família. Este livro foi recentemente traduzido para o espanhol, sendo lançado no II Congresso Internacional de Humanização do Nascimento em Monterrey – México, com o título “Crónicas de un Obstetra Humanista” (Editorial Creavida-2006) .A tradução para o inglês e alemão ocorrerá num futuro próximo.Participou do livro "Amamentação" de Marcus Renato com o capítulo "Assistência Pré-Natal" e do livro "Models That Work" de Robbie Davis-Floyd, com o capítulo "Team Work" (a ser lançado em 2008). Conselheiro, médico voluntário e ex-Vice-presidente da Liga Homeopática do Rio Grande do Sul actuando desde 1993.Profere palestras sobre humanização do nascimento no Brasil e no exterior, já tendo realizado conferências em Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Sorocaba, Botucatu, Brasília, Rio de Janeiro, Salvador e Recife no Brasil, em Oaxaca, Oaxtepec e Monterrey no México; Buenos Aires, na Argentina; Arlington, Eugene, New Jersey, Akron, Austin (a convite do departamento de antropologia da Universidade do Texas), Saint Louis – Missouri (Palestrante no Congresso da DONA International – 2007) e em Cleveland, nos Estados Unidos (a convite do departamento de antropologia da Case Western Reserve University); Montevidéu, no Uruguai; Lisboa, em Portugal (onde participou da comissão organizadora do I Congresso Internacional de Humanização do Nascimento – Amor e Responsabilidade) .Participou de vários cursos de formação de doulas no Brasil e do curso de Educação Perinatal do GAMA em Portugal.
Neusa Oliveira Jones
Enfermeira-obstetra formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1983. Especializou- se em obstetrícia na mesma universidade no ano de 1992. Trabalha como enfermeira do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, em Porto Alegre. Possui experiência em partos institucionais e trabalha numa equipe interdisciplinar que atende nascimentos tanto no hospital quanto no domicílio. É integrante da ANDO – Associação Nacional de Doulas, professora convidada dos Cursos de Pós-Graduação em Enfermagem Obstétrica da UFRGS em 2005 e da Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Sul de 2000 a 2002. Membro da REHUNA (Rede pela Humanização do Parto e Nascimento) e participante da ABENFO-RS (Associação Brasileira de Enfermeiras Obstetras). Recentemente realizou estágio nas Casas de Parto do Japão através da JICA (Japan International Cooperative Agency).Participou como palestrante de vários congressos de humanização do Nascimento, tanto no Brasil quanto no exterior, como Porto Alegre e Rio Janeiro no Brasil ; Lisboa (Portugal), Oaxtepec no México. Participou de vários cursos de formação de Doulas no Brasil.Lucía CaldeyroPedagoga, psicodramatista, terapeuta corporal, educadora perinatal e doula (há 25 anos), capacitada pela DONA, Doulas of North America. Vice-presidente e coordenadora pedagógica da Associação Nacional de Doulas (ANDO), facilitadora nos cursos de capacitação de Doulas da ANDO, membro da Rede pela Humanização do nascimento (ReHuNa). Membro do Programa de Parto Alternativo do CAISM / FCM / UNICAMP, participando de pesquisas e publicações e actuando como Educadora Perinatal e doula de 1982 a 1995 e de 2005 até a presente data.
Com o apoio de:
Escola Superior de Saúde de Beja
Associação Doulas de Portugal http://www.doulasdeportugal.org/
Associação Portuguesa pela Humanização do Parto http://www.humpar.org/
Qualquer dúvida contactar:
Luísa Condeço: 967624505
Drª Lurdes Rodeia: 962449776
Mariana Simões 966191067

(http://doulasdeportugal.blogspot.com/2008/09/curso-de-monitor-perinatal-em-portugal.html)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Por uma vida melhor.

Olá meninas venho divulgar a I Jornadas de Obstetrícia que tem como tema "Por uma vida melhor"


Vai ser no Auditório da Escola Superir de Saúde de Vale do Ave em Famalicão.

Dias 23 e 24 de Outubro 2008.

Mais informações no blog: Jornadas de Enfermagem de Obstetrícia

O segundo parto.

Depois de uma férias cá estou de volta :)
O parto é sempre o momento mais temido - e ao mesmo tempo mais desejado - pela futura mamã. Mas, embora pareça mentira, quando se trata da segunda experiência, os receios são, geralmente, maiores.
Quem observa a cena de fora, acha que as mulheres que esperam um segundo filho, como já passaram pela experiência e “sabem do que se trata”, manejarão a situação “à vontade”, e entrarão na sala de parto com uma grande confiança.
No entanto, nada mais afastado da realidade. Porque a verdade e que o segundo parto vive-se, a maior parte das vezes, com mais angústia de que o primeiro. Com efeito, os receios da mamã que vai dar à luz o seu segundo filho - embora sejam semelhantes aos que experimentou com o primeiro - , estão agora corrigidos e aumentados. Neste caso, somam-se novas ansiedades, que se aplicam a todo o parto, e que serão ainda maiores com o terceiro filho.
O que quer dizer que o medo incrementa-se na medida em que aumenta o número de filhos. Noutras palavras: quanto mais partos, maiores receios. Embora pareça um paradoxo, nesse momento concentram-se todos os temores, ansiedades e preocupações face aos riscos - tanto reais como imaginários - que agora se sabe, com toda a certeza, que existem. No entanto, é verdade que os receios, trate-se do primeiro filho ou do quinto, dependem de cada mulher e da sua história.
Na recta final
Durante o último mês de gestação, seja do primeiro ou do sexto filho, a iminência do nascimento do bebé representa para os pais, e muito especialmente para a mãe, o culminar de um período de tensa espera. O parto depressa chegará, e as fantasias concentram-se em redor do medo da morte, da dor e do vazio. Na parte final, da mesma maneira como aconteceu com o primeiro filho e que sucederá com os seguintes, a mulher tem sentimentos desencontrados. Por um lado, a sua parte “madura” anseia pela chegada do bebé.
Por outro, perturba-a a ideia de que a gravidez esteja a chegar ao fim. E, ao mesmo tempo, o seu aspecto mais infantil anseia por escapar do parto com medo da dor. A verdade é que face a cada parto a futura mãe sente que deve efectuar um exame no qual - nada mais nada menos - vai “tirar o diploma de mamã” tantas vezes como filhos tiver. E é muito importante dar-lhe a garantia de que saberá fazê-lo muito bem.
Os receios do pré-parto
ansiedade específica desta etapa é a incerteza, que se exprime sob a forma de curiosidade, respeitante à data em que se produzirá o parto e do sexo do filho, se é que ainda não o conhece. E embora cada mamã deposite os seus temores em alguma circunstância particular que a inquieta e preocupa, existem alguns que poderíamos chamar “universais”, dado que são compartilhados por quase todas as mulheres. Os mais frequentes referem-se a situações que a mulher não pode controlar. Entre eles: não conhecer como está colocado o bebé na sua barriga, não saber o que ele faz e o que sente, e o medo ao roubo ou troca do bebé. É por isso que todas as mães desejam e pedem sempre para ver o seu bebé na altura em que nasce. Desta forma, pode reconhecê-lo como próprio.
Surgem, ao mesmo tempo, os receios de morrer no momento de dar à luz, de ter um parto traumático, um filho disforme, ou a morte do bebé, aos que se somam o de não encontrar o médico no instante preciso, o de não saber quando deve ir para a maternidade, ou de ficar sozinha quando começam as contracções. No respeitante ao medo da dor, suscita-se um paradoxo. Por um lado, o bíblico “parirás com dor” parece continuar a vigorar apesar da existência da anestesia peridural. De facto, muitas vezes a mulher chega à maternidade em avançado trabalho de parto e ao perguntar-lhe porque não chegou mais cedo ela responde “porque não me doía”. De modo que parto e a dor parecem estar indissoluvelmente associados. E como se tudo isto fosse pouco, aparecem, além disso, o medo de enfrentar esse desconhecido que é o recém-nascido, e a angústia da separação, essa tristeza pela perda da barriga. Porque embora seja verdade que se ganha um filho, perde-se o estado de grávida, vivido geralmente como um estado de plenitude, com todos os olhares, mimos e elogios. Situação que não se repetirá até à próxima gravidez.
Segundo parto, novos receios
Quando se trata do segundo filho, às ansiedades atrás mencionadas, somam-se algumas novas, relacionadas, basicamente, com o primogénito. Com efeito, nas últimas semanas ou dias anteriores ao parto, a mamã tem vontade de conhecer o seu bebé, tê-lo nos braços, dar forma e rosto às imagens tantas vezes fantasiadas e esperadas, mas sente, ao mesmo tempo, uma série de receios e preocupações pelo seu primeiro filho.
Um momento maravilhoso
Não obstante, e para lá dos receios, o parto é um processo natural e maravilhoso, para o qual nos preparámos durante nove meses. Chegado o momento, com uma adequada atenção profissional conseguiremos dominar a ansiedade e desfrutar de uma das experiências mais fascinantes da vida. Para finalizar, um pequeno conselho “anti-ciúmes” (e pró auto-estima): no momento de entrar na maternidade, coloque no saco um porta-retratos com uma fotografia linda e grande do primogénito. Desta maneira, quando visitar a sua mamã e o bebé na maternidade, a criança sentirá que apesar da chegada de um novo membro à família ele também continua a ser importante, conserva certo protagonismo e, fundamentalmente, está muito presente entre os afectos mais apreciados pela sua mamã.
Os receios típicos de todos os partos

*Que o bebé nasça com alguma malformação.
*À morte do recém-nascido.
*À dor.
*Às contracções e à episiotomia.
*De ficar magoada.
*De morrer no parto.
*À solidão e ao desamparo.
*A expulsar ou reter o bebé, como expressão do desejo de um parto prematuro ou de prolongar a gravidez.
*De não recuperar a linha.
*De não saber quando tem de sair da maternidade.
*De não chegar a tempo à maternidade e dar à luz em casa ou noutro lugar.
*De que o “seu” médico não chegue a tempo para o parto.
Os receios do segundo parto
Além das ansiedades típicas do parto, com o segundo filho a mãe experimenta alguns receios novos:

*De morrer durante o parto e que o primogénito fique sem mãe.
*Dos ciúmes do primogénito: até agora “rei” da casa, a mamã receia pelos naturais ciúmes que o primeiro filho sentirá pela presença do seu irmãozinho.
*De não conseguir amar o novo bebé com a mesma intensidade do primeiro: este sentimento é comum a todas as mamãs que esperam um segundo filho, embora nem sempre o manifestem abertamente (“que pensarão se me ouvem? Vão julgar que eu sou uma má mãe”).
*Quem cuidará do primogénito quando ela for internada: quando a data do primeiro parto se aproxima, a mamã preocupa-se pelo enxoval, por ter a casa preparada para receber o bebé e o saco pronto com todas as coisas que deve levar para a maternidade. Mas agora deverá prever, além disso, quem cuidará do irmãozinho - ansioso, na expectativa e ciumento - quando tiver de sair da maternidade. Com quem ficará? Tratá-lo-ão como eu o tratava? E se for de madrugada, como farei? E se não me der tempo de deixá-lo com a avó? Estas são algumas das dúvidas mais frequentes.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Parto Natural e Humanizado

Amigos:
No próximo dia 21 de Setembro, pelas 14h30, irá decorrer na Casa do Rio um encontro sobre "Parto Natural e Humanizado".
Por isso, se sentes que faz sentido para ti, ou se estás a pensar em alguém a quem esta informação possa interessar, não hesites! Divulga, aparece e traz amigos!
Contamos contigo!
E não esqueçam, como diz Michel Odent, "Para mudar o mundo é preciso mudar a forma de nascer".
António Ferreira
Mais informações no blog da casa do Rio (http://www.acasadorio.blogspot.com/)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Os medos mais comuns perante o parto.

Está nervosa com o parto? Não é a única!

Veja em seguida alguns dos medos mais comuns relativamente ao trabalho de parto e como lidar com eles.

• Não vou conseguir aguentar a dor.
Uma em cada cinco mulheres grávidas diz que este é o seu principal medo no terceiro trimestre, segundo um inquérito do BabyCenter. Embora seja verdade que o trabalho de parto e a expulsão são dolorosos para a maioria das mulheres, existem analgésicos eficazes e não deverá sentir-se culpada se pedir que lhe sejam administrados. A grande maioria das mulheres grávidas usa algum tipo de analgésico durante o trabalho de parto. Se achar que os métodos de controlo da respiração e outras técnicas de relaxamento não serão suficientes, não pense duas vezes em pedir ajuda ao médico.

• Vou precisar de uma episiotomia ou vou rasgar.
Uma episiotomia é um corte cirúrgico na zona muscular entre a vagina e o ânus, efectuado mesmo antes da expulsão, a fim de aumentar a abertura vaginal. Algumas mulheres rasgam espontaneamente esta zona e esses rasgões podem ser desde praticamente indetectáveis até muito grandes (cuja reparação requer uma grande quantidade de pontos). Em tempos eram a norma, mas as episiotomias estão a ser menos utilizadas. Segundo um estudo publicado na revista Obstetrics and Gynecology, as taxas de episiotomia num hospital de Filadélfia diminuíram de quase 70% de todos os nascimentos em 1983 para 19% de todos os nascimentos em 2000. Fale com o seu médico sobre a frequência e em que condições opta pela episiotomia e de que forma é possível evitar ter de fazê-la ou rasgar.

• Vou esvaziar os intestinos durante a expulsão.
Num inquérito recente do BabyCenter, 70% das mulheres disseram que receavam ter esvaziado os intestinos na mesa de parto, 39% afirmaram que o tinham feito efectivamente e, entre estas, apenas 22% se sentiam envergonhadas. Embora possa neste momento ter dificuldade em acreditar, se os seus intestinos se esvaziarem efectivamente durante a expulsão, a verdade é que ninguém lho dará a entender. As enfermeiras e os médicos limpam tudo possivelmente antes de sequer dar conta de que aconteceu. Se estiver mesmo muito preocupada com esta questão, quando chegar ao hospital peça um clister para limpar os intestinos. Outro pensamento reconfortante: o princípio do trabalho de parto estimula muitas vezes a diarreia. Se este for um dos seus sintomas, o mais provável é que o seu sistema fique todo limpo.

• Parto prematuro.
Cerca de 13% dos bebés dos Estados Unidos nascem prematuramente – antes das 37 semanas. Para reduzir a possibilidade de parto prematuro, cuide-se bem: alimente-se correctamente, descanse muito, vá regularmente às consultas, controle o seu stress e cuide da sua higiene íntima e dentária. Poderá gostar de saber que, mesmo que nascesse esta semana, o seu bebé teria óptimas probabilidades de sobrevivência e, a cada dia que passa na sua gravidez, aumentam as suas hipóteses de ter um bebé saudável.

• Vão encher-me de intervenções médicas desnecessárias.
A melhor forma de lidar com este receio é uma conversa franca com o seu médico. Se confiar no seu médico, pode ficar descansada e saber que ele fará o melhor possível por si e pelo bebé no dia do parto. Se tiver conhecimento dos seus desejos e preferências (pense em elaborar um plano de nascimento), estará em condições de dar o seu melhor no sentido de os satisfazer

• Ter de fazer uma cesariana.
Dado que uma em cada cinco primeiras gravidezes acaba por necessitar de cesariana para o nascimento do bebé, é um receio compreensível. A boa notícia é que se trata de uma cirurgia muito segura e que a maioria das mulheres recupera completamente no espaço de algumas semanas. Caso ocorra uma situação de emergência durante o trabalho de parto e o bebé entre em sofrimento, trata-se de uma operação vital.

• Não chegar a tempo ao hospital.
São muito pouco frequentes os partos de emergência em casa, especialmente numa primeira gravidez. Mas se não consegue livrar-se deste medo, o melhor que tem a fazer é preparar-se para essa possibilidade.

fonte Sapo bebés

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

A chegada de um novo irmão...

O nascimento do segundo filho traz sempre preocupações aos pais quanto à possibilidade do primeiro filho sentir ciúmes do irmãozinho que está por vir.

Imagine para uma criança o que significa dividir, além dos seus brinquedos, o carinho e a atenção de seus pais. A criança mais velha sentirá ciúmes sim, e, particularmente, se a diferença de idade for maior que 2 anos. A maneira como ela vai lidar com isso vai depender da forma com que a mãe e o pai irão proceder com a vinda do novo bebê.

Veja abaixo algumas dicas para que a chegada do novo irmãozinho seja a mais tranquila possível:

=» Todas as alterações na vida do irmão mais velho devem ser feitas antes do segundo filho nascer, para que ele não associe as mudanças à chegada do irmãozinho.

=» Deixe que o primogênito sinta o bebê na sua barriga, assim ele vai se acostumando com o novo irmão e entenderá as mudanças e as transformações que irão acontecer com a mamãe.

=» Leve seu filho em uma ou duas consultas pré-natais, e em especial ao ultra-som. Mas não esqueça de levar ao consultório um lanche, livro, ou brinquedo predileto, para o caso de haver uma longa espera.

=» Não diga coisas como: “Não se preocupe, pois mesmo com a chegada do novo bebê nós vamos continuar a gostar de você” - por mais bem intencionadas que sejam, tais afirmações podem causar preocupações em seu filho. Ele pode se sentir incapaz de competir com o bebê.

=»Envolva seu filho nos preparativos que lhe demonstre interesse: a escolha dos móveis, roupas e brinquedos para o quarto do bebê. Deixe-o até escolher sozinho uma ou duas coisas baratinhas, pois ele irá se sentir participativo.

=»Apresente ao seu filho os nomes que você pensa em dar ao bebê, integrando-o nesse processo de escolha. Mas lembre-se, é claro, que a escolha final é sua e do papai.

=» Se o papai até agora não esteve muito envolvido nos cuidados com a criança, comece a trazê-lo para as rotinas de alimentação, banho e hora de dormir, para que ele possa substituí-la da melhor forma quando você estiver no hospital ou ocupada com o novo bebê.

=» À medida em que a data do parto se aproxima, prepare seu filho sobre o fato de você precisar passar algum tempo no hospital quando o bebê chegar. Peça a ele ajuda para arrumar as malas. Certifique-se de que a pessoa que ficará com ele está completamente familiarizada com sua rotina.

=» Após o nascimento do bebê, você pode pedir para o seu filho mais velho auxiliar nas tarefas com o irmãozinho, como ajudar a dar banho, escolher a roupa que ele irá vestir, etc, dando sempre um enfoque positivo para criar uma simpatia mútua.

=» O pai nesse período tem um papel muito importante. Por ter mais tempo disponível que você, ele pode se dedicar ao mais velho, como levá-lo a passeios, teatro, e outras atividades. É uma excelente oportunidade de aproximação entre eles.

=» Acostume seu filho a passar menos tempo sozinho com você. Se você nunca o deixou com uma babá e vai precisar fazê-lo depois que o bebê chegar, comece a deixá-lo com a babá por curtos períodos ao dia.

Estes procedimentos visam somente diminuir as crises de ciúmes, que dificilmente irão acabar. O comportamento do filho mais velho varia de criança para criança. Uns ficam mais tímidos, outros mais chorões. Há os que ficam mais nervosos ou mais agressivos. Uns retrocedem e outros resolvem ser mais independentes.

Com o tempo, o mais velho irá perceber que não perdeu nada, e o ciúme diminuirá. O melhor a fazer nos momentos mais difíceis com a criança mais velha é dar mais carinho para que ela se sinta amada. Posteriormente, tudo se resolverá e eles se tornarão irmãos e amigos inseparáveis.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Livros

Novas aquisições :)
=> Ioga na gravidez, parto e pós-parto - Françoise Barbira Freedman;
=> Fertilidade e concepção - o guia completo para engravidar - Zita West;
=> Porque chora o meu Bebé? - Sheila Kitzinger.

Curso de Drenagem Linfática Manual.

A minha nova aposta.
Em Setembro começo a tirar este curso, durante 5 meses.
Acho que vai ser uma boa aposta e espero tirar muitos frutos dele.
O que é?
A massagem é a manipulação dos tecidos moles do corpo com técnicas específicas que promovem ou restauram a saúde. A massagem corporal regular pode aliviar a tensão emocional e promover a saúde, restaurando-a de forma gradual na pessoa como um todo. A massagem também constitui a base de outras terapias, como a Aromaterapia, Shiatsu e fisioterapia e tem um papel importante na medicina chinesa e ayurvédica. Hoje em dia são inúmeras as pessoas que procuram os serviços de Drenagem Linfática Manual em centros especializados, spas, clínicas de beleza, bem como em centros de fisioterapia ou outros locais de igual especificidade. A DLM é uma técnica de massagem que visa estimular o sistema imunitário e linfático. A importância desta estimulação é vital. Os gânglios linfáticos surgem ao longo do sistema e actuam como filtros de infecção. Ao aprisionar os germes, os nódulos evitam que se dirijam para órgão distantes. São importantes na formação de um tipo de glóbulos brancos, linfócitos, que combatem a doença. Os gânglios são proeminentes no pescoço, virilhas e axilas. Ajuda ainda a manufacturar e armazenar células sanguíneas, destruindo as células velhas, contribuindo para o metabolismo. Enfrenta também a infecção, produzindo células brancas e anticorpos. A prática profissional deste tipo de massagem requer conhecimentos e competências específicas que só podem ser adquiridos através de acções de formação do tipo daquele que aqui é proposto, ou seja, complementando a componente prática com conhecimentos sólidos que sustentem as intervenções a realizar. Tal como noutros casos, a DLM é uma forma de terapia que mais pelo seu interesse terapêutico intrínseco, se assume hoje como uma saída profissional com grande margem de progressão. A formação profissional neste caso é absolutamente crucial por forma a garantir eficazmente a qualidade dos terapeutas que oferecem os seus serviços, se o fizerem como terapeutas DLM sem outra formação de base mas também é muito importante para aqueles profissionais com formação de base, como por exemplo os profissionais de enfermagem ou de fisioterapia que vejam na DLM mais uma importante ferramenta para o seu trabalho.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O que é um PARTO ACTIVO?

O conceito de Parto Activo foi desenvolvido pela educadora perinatal Janet Balaskas, na Inglaterra. Parto Activo significa que a mulher é quem faz o seu bebé nascer. Não é o médico quem faz o parto. Não é a parteira quem faz o parto. É a mulher, seu corpo, sua mente e sua alma. Claro que não existe Parto Activo sem uma equipe que aceite neutralizar sua participação em favor do protagonismo da gestante. Portanto para um parto verdadeiramente activo é necessário uma mulher activa, um acompanhante (o pai do bebé ou outro por ela escolhido), um bebé e alguém que fique ao lado apenas verificando se tudo está bem, sem intervir no processo natural do nascimento.
O corpo da mulher já vem preparado para o parto. Sedentárias, ginastas, activas, magras, gordas, altas ou magras, todas as mulheres têm a capacidade inata de permitir que o bebé viva, se desenvolva e nasça através de seu corpo. No entanto o parto é um processo dinâmico, no qual o bebé faz uma série de movimentos através da bacia (zona pélvica da mãe), até que possa sair para a luz.
Ele desce, insinua seu crânio pela bacia pélvica, dobra o pescoço, gira, colabora. Enquanto isso a mãe se move, anda, muda de posição, pende apoiada pelo companheiro, acocora-se, deita-se. Como quando tentamos tirar um anel justo do dedo, só o movimento é que permite que um deslize ao redor do outro.
Se permitimos que a mulher adopte todas as posições que lhe parecem confortáveis, se possibilitamos a liberdade de movimento e acções, se o ambiente do parto for propício para essa liberdade, mãe e bebé encontrarão a fórmula para a travessia que eles têm que fazer. Por isso é fundamental que no ambiente do parto sejam oferecidos os elementos fundamentais para um parto activo:
- Privacidade: se a mulher não tiver privacidade, ela fica tolhida em sua liberdade e deixa de se movimentar de acordo com sua vontade.
- Opções à litotomia/leito/cama: deitar é em geral a última coisa que uma mulher quer fazer em trabalho de parto, de forma que ela precisa ter opções como a bola suíça, cavalinho, banqueta de parto, almofadas, cadeira, poltrona, etc...
- Equipa: é importante que as mulheres sejam acompanhadas por pessoas que estejam acostumadas ao conceito de parto activo, como as Doulas, Enfermeiras Obstetras e Médicos Obstetras motivados e seguros em relação ao parto natural.
- Recursos não farmacológicos para a dor do parto (métodos não médicos para alívio da dor): sendo o parto um processo lento e muitas vezes doloroso (especialmente no pico das contracções), é fundamental que a mulher possa ter à mão os recursos para lidar com essa dor, como chuveiro, banheira, bolsa de água quente, chás e o que mais for possível dentro do contexto.
- Prioridade para o parto natural: para que a mulher se sinta no controle da situação, ela precisa vivenciar/passar pela experiência (d)o processo da forma como a natureza propôs, ou seja, sem o artifício do jejum, da ruptura artificial da bolsa das águas, do uso de soro com hormonas artificiais (occitocina), forças (“puxos”) dirigidas, etc...
Dentro dessa filosofia de atenção ao parto, os procedimentos médicos são destinados apenas às situações especiais, que não deveriam superar uma pequena percentagem do total de mulheres saudáveis. O parto sempre será um processo normal e natural, para o qual as mulheres continuam estando preparadas, independente de não lavarem mais roupas à beira do rio acocoradas. Basta que deixemos as grávidas em paz e que lhes ofereçamos o mínimo necessário para o conforto, e elas saberão o que fazer.
Se você está grávida e deseja ter um Parto Activo, leia, pesquise, pergunte, questione seu médico, questione a maternidade onde vai ter seu bebé, faça um plano de parto, procure um grupo de apoio, faça seu acompanhante entender a importância desse processo para você e seu bebé.Não entregue o seu corpo, seu bebé e seu parto nas mãos de outros. Eles pertencem-lhe, são SEUS, são VOSSOS.
Ana Cristina Duarte

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

ADOPÇÂO

Adpção mantém demora de 5 anos.

Lei.
As regras da adopção mudaram há cinco anos. O objectivo era tornar o processo mais rápido para todos os envolvidos, candidatos e crianças, mas um dos pais da nova legislação, Luís Villas-Boas, diz que continua a haver muitos bloqueios e que é preciso uma nova dinamização
Cinco anos após a entrada em vigor da nova lei da adopção, o tempo de espera dos candidatos a pais é, em média, quatro a cinco anos desde o início do processo. Para Luís Villas-Boas, que dirige o Refúgio Aboim Ascensão, a adopção em Portugal continua bloqueada. O presidente da Comissão de Acompanhamento da Execução da Lei da Adopção, criada em 2003 e extinta dois anos depois, diz que "a lei necessita de uma grande revisão e agilização" e que se perderam muitas das sinergias criadas.


"Enquanto prevalecer o depósito das crianças em instituições que não são centro de acolhimento mas de recolhimento, enquanto houver gente que espera anos para ser avaliada, a situação continuará a ser muito complexa e muito difícil", diz.Para a deputada socialista Maria José Gamboa, "a nova lei contribuiu para agilizar o processo mas continua a perder-se muito tempo na definição do projecto de vida da criança". Ou seja, há muitas crianças institucionalizadas que não podem voltar para a família mas que não estão disponíveis para adopção porque o seu projecto de vida não é definido pelo tribunal.

Para Luís Villas Boas, todas as crianças até 15 anos que não têm contacto com os pais durante um período igual ou superior a 90 dias "deviam ser avaliadas, uma a uma, para se aferir da sua adoptabilidade". "É o que está na lei", diz. Essas crianças deviam estar numa base de dados nacional, onde também deviam estar todos os candidatos, para se agilizar o processo, considera. "Hoje os casais estão reféns dos serviços regionais", acusa, lembrando que as listas nacionais de adopção, que defende desde 1996, não estão a funcionar como ele idealizou. Aliás, a legislação estabelece que a duração média da avaliação das candidaturas é de seis meses, mas há muitos candidatos que se queixam de atrasos logo no início do processo.

Demoras que se agravam depois porque há mais candidatos a pais do que crianças em situação de ser adoptadas. Eliana Gersão, do Observatório da Adopção, também considera que os principais obstáculos estão na dificuldade em apreciar se se verificam os pressupostos para a criança ser adoptada.

Luís Villas Boas salienta que há milhares de crianças que estão em instituições e que deviam ser adoptáveis. "Há dificuldades em caracterizar as crianças, porque muitos lares, casas e obras não têm técnicos capazes para dar as informações que os tribunais precisam. Mas, nestes casos, o Estado tem de ser capaz de enviar a documentação certa para o tribunal", diz. Rui do Carmo, procurador da República no Tribunal de Família e Menores de Coimbra, explica que, para ultrapassar as dificuldades neste capítulo, são necessárias boas assessorias técnicas, melhorias na formação dos magistrados nesta área e o alargamento dos tribunais de competências especializadas a todo o País.

Por outro lado, apesar de haver mais candidatos que crianças, lembra Eliana Gersão, "há centenas de miúdos disponíveis que não encontram pais, por serem mais velhos, de outras etnias, terem problemas de saúde", ou seja, por não corresponderem ao perfil desejado pela maioria dos candidatos. "É preciso apelar à generosidade das pessoas", diz.

fonte: Diário de Notícias

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Dia Internacional da Amamentação


Dia 1 de Agosto.


Entre 1 e 7 de Agosto comemora-se, em mais de 120 países, a Semana Mundial do Aleitamento Materno 2008.


Entre 1 e 7 de Agosto comemora-se, em mais de 120 países, a Semana Mundial do Aleitamento Materno 2008. Trata-se de um evento - festejado desde 1992 por iniciativa da World Alliance for Breastfeeding Action - com o objectivo de difundir o aleitamento materno como veículo de saúde e bem-estar.


Objectivos:

* Reforçar a consciência da necessidade e da importância de apoiar a mulher no acto de amamentar;
* Disseminar informação actualizada sobre como apoiar a mulher na amamentação;
* Incentivar a criação de condições de excelência para apoiar a mulher.


Lembre-se, as mães precisam de:

* Escuta com empatia;
* Informação básica, correcta e oportuna;
* Ajuda prática de pessoas capacitadas e familiares;
* Incentivo.


Em Portugal, a Semana de Aleitamento Materno comemorar-se-á de 6 a 12 de Outubro e será organizada pela Direcção-Geral da Saúde. A escolha desta data permitirá fazer o planeamento das acções a desenvolver.


Para saber mais, consulte:
Semana Mundial do Aleitamento Materno 2008


sexta-feira, 25 de julho de 2008

Dar a volta ao medo

«As mulheres crescem a ouvir histórias terríveis sobre o parto», afirma Luísa Condeço, doula e co-fundadora da Associação Doulas de Portugal.
«Às vezes, é para alguém exorcizar o seu próprio parto traumático, outras vezes é apenas porque sim, porque faz parte do ritual de passagem.»
Ofélia Moreira, fisioterapeuta com formação na Área da Saúde Materna, acompanha grávidas em sessões de preparação para o nascimento há 11 anos e confirma esta ideia: «As histórias dos partos que correm mal têm muito eco, passam de boca em boca durante muito tempo», afirma. «Um parto que corre bem, e felizmente é o que acontece na maior parte dos casos, não tem eco. Quando as grávidas começam a fazer a preparação para o parto, sente-se muito a importância dessas histórias que trazem consigo, onde se incluem, claro, as experiências de parto das suas mães», conta.
Neste contexto, caracterizado por alguns como de terrorismo psicológico, é frequente que o medo seja o sentimento dominante em relação ao nascimento de um filho.
O medo da dor

A dor é uma sensação muito subjectiva.
E a maneira como a encaramos é decisiva no desenrolar do trabalho de parto. De um modo geral, as mulheres estão à espera da dor, pensam no parto como uma situação em primeiro lugar dolorosa.
O terrorismo psicológico já referido faz da dor o principal ingrediente do parto.
E quando aparecem as primeiras contracções, o cérebro interpreta-as logo como dor, mesmo que ainda dêem apenas um desconforto.O trabalho das doulas passa muito pelo desmistificar de ideias feitas, com a ajuda de evidências científicas, e pela mentalização positiva.
Em relação à dor, «explicamos que a melhor estratégia para enfrentar a dor é encará-la como uma aliada, sempre partindo do princípio que ela pode ou não existir.
É óbvio que não podemos dizer que não vai doer, mas podemos ajudar a grávida a encará-la de uma forma positiva», conta Luísa Condeço.
«Esta dor deve ser a única que não significa que alguma coisa está mal no nosso corpo. Pelo contrário, está dor significa que o nosso corpo está a fazer o seu trabalho.
A dor tem uma função fisiológica, leva a mulher a descontrair-se entre as contracções, a libertar analgésicos naturais e conduz a um estado alterado de consciência.
Isto não acontece se amulher estiver tensa desde o início. Se estiver preocupada em combater a dor, está a enfatizar essa dor.
Se aceitarmos a dor, ela é relativizada e consegue-se descontrair, relaxar entre contracções, contribuindo para uma maior libertação de occitocina», explica Luísa.
«Mostramos também que a natureza é sábia: deu-nos as contracções para nos ajudar, mas também nos deu os intervalos entre elas, para podermos descansar, respirar fundo. Temos de saber aproveitá-los».
Ofélia Moreira corrobora esta ideia, afirmando que há um ciclo vicioso entre três factores: medo-tensão-dor.
«Quando há medo aumenta a tensão, que aumenta a dor. Na preparação para o parto, ajudamos a mulher a ter mais confiança e a não entrar neste cíclo. Se estiver descontraída, a dor fica mais controlada», explica.
«De qualquer forma, penso que o medo da dor começa a não ser o principal medo das grávidas, a não ser que tenham ouvido histórias muito negativas. Com a epidural, penso que o medo da dor se torna secundário», acrescenta.
O medo do desconhecido

O medo do desconhecido é outro dos receios mais referidos pelas grávidas que vão ser mães pela primeira vez.
E não é para menos, uma vez que é grande o desconhecimento em relação ao próprio corpo. A nossa sociedade afastou-nos tanto da natureza, que nos afastou do nosso próprio corpo. «Estamos muito longe do nosso lado mais biológico, mais animal», afirma Luísa. ~
A ignorância das mulheres sobre o seu corpo não ajuda.
Não aprendem a ouvir o seu corpo, não testemunham o nascimento de crianças próximas, só conhecem as histórias terríveis, de modo que o desconhecido faz nascer, muitas vezes, medos infundados», defende.
Por isso, a informação é importante.
Informação objectiva sobre todo o processo, sobre o que se passa no corpo e sobre o que se passa no hospital.
«As mulheres que procuram uma doula querem informação porque sentem que parir não pode ser só sofrimento», afirma Luísa.Diogo Ayres de Campos, director do Serviço de Obstetrícia do Hospital de S. João, no Porto, concorda que o medo da dor e o medo do desconhecido são, hoje, os grandes temores das grávidas.
Por isso, também defende que a preparação é essencial para atenuar o medo: «Já existe hoje, nos hospitais, uma preocupação com os aspectos psicológicos envolvidos no parto e, por isso, há programas de preparação no próprio hospital, que incluem uma visita guiada ao bloco de partos.»
O medo do hospital
Se por um lado o hospital oferece segurança à maior parte das mulheres, por outro pode ser um motivo de angústia, de receios. «Saber que se vai estar em trabalho de parto num ambiente sem privacidade, saber que se vai estar sujeita a procedimentos assutadores é seguramente um motivo para ter medo.
Não acredito que haja uma mulher que não tenha medo de uma episiotomia.
O medo do hospital pode também vir na sequência de um primeiro parto traumático», conta Luísa Condeço.
«Cada vez mais, as mulheres sentem que têm o direito de fazer escolhas.
E é isso que lhes mostramos», acrescenta.Os medos escondidosPara além de todos estes medos muito objectivos, há também medos que têm origem em processo psicológicos complexos, quase sempre inconscientes.
Por exemplo, o medo da morte. O facto de a morte ser hoje muito pouco provável no momento do parto não afastou esse medo. «É uma situação de risco, uma situação limite. Mesmo quando se consegue um estado alterado de consciência, é frequente as mulheres dizerem «vou morrer», conta Luísa Condeço.
Na sua opinião, «o facto de não lidarmos bem com a morte faz com que também não lidemos bem com o nascimento».Mas há outros medos escondidos: a vergonha (que é o medo de perder a compostura); o medo da separação do bebé; a angústia de deixar de ser apenas filha para passar a ser também mãe. «O parto coloca-nos perante nós mesmas. Isso pode ser assustador.
Mas podemos ficar com mais força, se deixarmos vir ao de cima o nosso lado mais primitivo», afirma Luísa Condeço.
O efeito do medo
É concensual que o medo e a expectativa que temos em relação ao parto condiciona a forma como este se desenrola. «Penso que o medo pode condicionar a progressão do trabalho de parto, sim, há algumas evidências nesse sentido.
A explicação fisiológica é que o medo faz subir os níveis da adrenalina, o que faz diminuir os níveis da occitocina, a hormona responsável pelas contracções», explica Diogo Ayres de Campos.Luísa Condeço reforça esta ideia: «O medo faz libertar adrenalina o que pode fazer parar a progressão do trabalho de parto.
Isso gera mais ansiedade e mais medo na mãe e até na equipa médica. Temos de deixar de encarar o parto como um sofrimento do princípio ao fim.»
E conclui: «Precisamos de redescobrir a nossa capacidade inata de parir.»

Tirado do Babyblogs.

terça-feira, 22 de julho de 2008

sexta-feira, 18 de julho de 2008

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Encontro sobre amamentação

Acho muito interessante divulgar....
"A la_casa vai acolher mais um encontro da La Leche League, apoio à amamentação de mãe para mãe, orientado pela Mónica Pina.

Nesta reunião partilham-se experiências, expõem-se dúvidas e conhecem-se as informações subscritas pela LLL, que são o resultado da experiência de muitas, muitas mães, assim como das recomendações actuais.

Vai ser no próximo dia 20 de Julho, das 10h30m às 12h30m, na "la casa", Rua de São Bernardo, 70 - 2º (à Estrela).Teremos apenas 15 minutos de tolerância, o encontro começa impreterivelmente às 10h45m.Se quiserem, podem trazer alguma coisa simples para beber ou comer, mas não é obrigatório.

Para mais informações sobre a LLL, consultem www.llli.org . Por favor confirmem a vossa presença e quantos filhos têm e de que idade, ou se estão grávidas, para a monitora poder melhor programar os assuntos de que falaremos.Confirmações para este e-mail, ou número da LLL (931966588) ou meu número (969127516). abraços.Catarina Castrola_casa.blogs.sapo.pt "

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ainda sobre o parto na água

Hoje no Baby Blogs fala da noticia do parto da água no Porto na Ordem da Lapa, com o relato da parteira, até me vieram as lágrimas aos olhos com a emoção, parecia que estava lá a viver aquilo também
Quando vou a ler o nome da medica obstetra e da pediatra então é que fiquei contente, não é que a obstetra é a minha GO a Dra Matilde Cordeiro e a pediatra a Dra Lurdes Lemos que dou-me tão bem com ela.
A próxima vez que for á consulta vamos ter mmmuuuiiiittttttoooo que falar.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Primeiro bebé português a nascer dentro de água num hospital

E hoje ao ler o JN vejo esta noticia. Fiquei toda contente : 0)
Simão Pedro foi o primeiro bebé português a nascer dentro de água em contexto hospitalar. O parto aquático realizou-se terça-feira, numa banheira portátil, na Ordem da Lapa, no Porto, e teve o acompanhamento de duas enfermeiras, um obstetra e um pediatra.

Simão é assim o 17.º bebé a nascer dentro de água no nosso país, mas o primeiro numa unidade hospitalar. As outras 16 crianças nasceram em ambiente domiciliário. Em todo o mundo, estão registados cerca de 45.000 nascimentos na água.

"Com 2,8 kg, Simão Pedro nasceu em boas condições de saúde", contou, ao JN, Isabel Ferreira, uma das enfermeiras especialistas em saúde materna e obstetrícia que acompanharam os pais do bebé antes e durante o nascimento.

"O parto durou três horas e meia e foi antecedido de duas sessões preparatórias em duas piscinas da cidade", sublinhou Isabel Ferreira, que esteve propositadamente na Bélgica, durante uma semana, a participar num curso sobre esta modalidade de nascimento.

"A água alivia a dor, permite um parto mais rápido e sem auxílio de medicamentos", especifica a enfermeira.

Por definição, o parto na água acontece quando a mãe dá a luz com os genitais totalmente cobertos de água, embora o bebé possa nascer dentro ou fora da mesma.

Para um parto em boas condições, a água deve estar aquecida, entre 35 e 37 graus celsius, aumentando a irrigação sanguínea da mãe e a diminuição da pressão arterial, além do relaxamento muscular.

Alguns médicos defendem que o parto na água pode não ser seguro, porque o bebé pode aspirar água. No entanto, os registos de incidentes nos partos aquáticos são muito raros.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Praparação para o parto em Vila Real

O VOO DAS CEGONHAS
Curso de Preparação para a Gravidez, Parto e Pós-Parto

Temas a abordar:
-Uma gravidez de felicidade e plenitude
-O 6º sentido na gravidez
-O papel do Pai-Fisiologia do Parto
-Métodos para o Trabalho de Parto
-Pós-Parto e Amamentação

Data: 12 e 13 de Julho
Local: Vila Real
Mariana Falcato Simões
Educadora Pré-Natal e Doula

Para mais informações contactar 966191067 ou doulamicas@gmaiil.com

domingo, 6 de julho de 2008

Barrigas de Amor.

E hoje foi a 2ª edição do Barrigas de Amor, no Parque dos Poetas em Oeiras, adorava ter ido, mas a distância... a RTP1 transmitiu e eu claro que vi, já que não fui.
Acho que eventos destes são fundamentais para nós, para mostrar ás mulheres tudo que envolva a maternidade e desmistificar alguns mitos em relação por exemplo ao parto e como disseram lá "não é nenhum papão".
Parabéns pelo evento.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Mais um livro...


E finalmente chegou um livro que eu tinha pedido antes de ir para o curso.
Método para um parto suave de Gowri Motha.

Custou mas veio...

Agora só falta tempo para o ler ;)

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Livro

A minha nova aquisição.
A Doula no Parto, da Fadynha, uma das primeiras Doulas no Brasil.
Depois de andar a navegar na net encontrei este livro que me pareceu muito interessante, toca andar á procura mas nada, tinha que vir do Brasil e demorava mais de 1mês.
Foi então k tive uma ideia, o meu marido tem um tio no Brasil se lhe pedisse para comprar e mandar era mais rápido e mais barato (por causa da moeda). Liguei na quarta a pedir, e e e não é que ele vinha para Portugal nessa noite. Chegou ontem (quinta) e trouxe o livro, mais rápido impossível.
dei uma vista de olhos, é muito giro, agora toca a ler.

domingo, 22 de junho de 2008

A 1ª Experiência...

Pois é a minha 1ª experiência estava a ser concretizada, só que infelizmente o pior aconteceu, ela abortou.
Hoje em dia é incrivel a quantidade de abortos que acontecem.
Agora é dar todo o apoio possivel e impossivel para ela superar e lutar por uma próxima gravidez.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O Curso

Foi muito bom, cresci muito como mulher e como mãe.
Adorei o curso, o grupo, fez-me ver que é isto mesmo que eu quero ser, DOULA.
Toda a vida me fascinou tudo que envolvesse a maternidade, a gravidez e o parto e com o curso tive a certeza que é este o caminho que quero seguir, ajudar da melhor maneira possível futuras mamãs e papás a viverem o momento mais especial e único da vida deles, o nascimento do seu filhote.

HBA2C Story - Há sempre esperança :) depois de 2 cesarianas...

Doula