sexta-feira, 22 de maio de 2009

Feira "SER MAMÃ"



Na Exponor dias 23 e 24 de Maio.

Horário: Sábado das 10h ás 22h ; Domingo das 10h ás 20h.

Apareçam vai ser giro ;)

domingo, 10 de maio de 2009

Encontro sobre maternidade em Leça do Balio‏

Dia 16 de Maio pelas 15h – Leça do Balio (junto ao mosteiro)
Evento inserido na Semana Mundial para o Parto Respeitado.
Estão tod@s convidad@s a aparecer num círculo de conversa sobre maternidade e gravidez. A Entrada é livre e aberta a mães, grávidas, interessados em geral, bebés, crianças, famílias!!
Podem trazer algo para lanchar e partilhar e preparar-se para trocar informação ou simplesmente para disfrutar do espaço verde do Parque das Varas e brincar com as crianças!!
Estarão presentes para moderar a conversa e responder a questões Enfermeiras Obstetras, Doulas, Educadoras Perinatais, Antropólogas e Mães com experiências diferentes para contar.
Apoios: HumPar
Agradecemos a divulgação :)

terça-feira, 5 de maio de 2009

Semana Mundial pelo Parto Respeitado 2009

A campanha acontece através de cartazes e spots disponíveis no site da Rede (http://www.relacahupan.org/) e faz parte das actividades da Semana Mundial por um Parto Respeitado, que, neste ano, acontece entre os dias 11 e 17 de Maio com o lema: "Pela urgente diminuição das cesarianas desnecessárias". A Semana Mundial por um Parto Respeitado acontece desde 2004 em vários países do mundo, sempre no mês de maio.
No Domingo, Dia da Mãe, na Sic a Grande Reportagem - 9 meses depois
No Canal 2 no programa Sociedade Civil

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Novas regras da parentalidade em vigor a 1 de Maio

As novas regras relativas à protecção social na parentalidade, que prevêem, entre outras coisas o alargamento da licença parental para seis meses, subsidiado em 83 por cento do salário bruto, entram em vigor em Maio, divulgou o Sol, citando a Lusa.
De acordo com os diplomas hoje publicados em Diário da República, as novas normas entram em vigor a 1 de Maio, quer para o regime geral, quer para os funcionários que entraram para a Administração Pública até ao final de 2005 e que não estavam integrados no regime geral para efeitos de prestações sociais.
A partir de agora, a licença pós-parto, intitulada licença de parentalidade, pode passar a ser de cinco meses, pagos a 100 por cento da remuneração bruta, ou de seis meses, pagos a 83 por cento, desde que um desses meses seja gozado de forma exclusiva pelo pai.
O diploma mantém o direito a 100 por cento do salário bruto nas licenças de quatro meses e de 80 por cento nas de cinco meses.
Segundo escreveu também o Público, os pais podem ainda alargar a licença parental até aos 12 meses, mas com os seis meses suplementares (três por cada um dos progenitores, obrigatoriamente) a serem subsidiados apenas a 25 por cento da remuneração bruta. Outra das novidades introduzidas pelo decreto-lei n.º 91/2009 é o aumento de cinco para dez dias úteis da licença a gozar obrigatoriamente pelo pai a seguir ao parto. Os pais poderão ainda usufruir de mais dez dias opcionais, pagos a 100 por cento, em simultâneo com a mãe.
http://www.paisefilhos.pt/

terça-feira, 7 de abril de 2009

Campanha pelo parto natural arranca hoje

Arranca hoje uma campanha em defesa do parto natural, que procura contribuir para baixar a taxa de cesarianas em Portugal que, em oito anos, aumentou mais de dez por cento.
A Campanha Pelo Direito ao Parto Normal é lançada no Dia Mundial da Saúde e pretende mobilizar a sociedade portuguesa para debater o direito ao parto natural, disse à Lusa a enfermeira Lúcia Leite, responsável pelo projecto, que conta com a colaboração de mais quatro enfermeiros: três de saúde materna e um de saúde mental.
"A evidência científica demonstra que a maioria das mulheres prefere vivenciar o processo do nascimento dos seus bebés em ambientes seguros, com cuidados de saúde e suporte apropriados e com o mínimo de procedimentos e intervenções", refere o Grupo de Campanha pelo Direito ao Parto Normal.
No entanto, em muitos países desenvolvidos não tem sido possível manter a taxa de cesarianas abaixo dos 15 por cento, como recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo este fenómeno "um motivo de grande preocupação, conhecidos que são os aumentos dos custos, a maior morbimortalidade materna e a ausência de benefícios fetais associados", acrescenta.
Em Portugal, o Plano Nacional de Saúde (PNS) 2004-2010 reconhece a importância da taxa de cesarianas como critério de qualidade e tem como meta a sua redução para 20 por cento até 2010, não obstante o cenário actual revelar um aumento progressivo desta taxa atingindo os 34,1 por cento em 2005, um aumento de mais 10 por cento nos últimos 7/8 anos.
Lúcia Leite adiantou que, em Portugal, estão a ser praticadas "intervenções" e "induções a mais", diminuindo assim a importância da mulher no parto.
"As metas do Plano Nacional de Saúde têm como objectivo diminuir a taxa de cesarianas e melhorar as taxas de aleitamento materno e nós apresentámos à ministra da Saúde este projecto como um caminho para chegar a essas metas", sublinhou à Lusa Lúcia Leite, especialista em Saúde Materna.
Durante a campanha, que terá a duração de um ano, será elaborada uma proposta de conceitos, princípios e práticas promotoras do Parto Normal, com vista à construção de um consenso nacional.
O Grupo de Trabalho pretende implicar as organizações representantes dos profissionais intervenientes no parto e representantes dos cidadãos no debate e aprovação da versão final do consenso.
Com o apoio do Ministério da Saúde, da Ordem dos Farmacêuticos e da Associação Portuguesa dos Enfermeiros Obstetras, a campanha terá várias etapas de divulgação e sensibilização, entre as quais vários encontros com a população nos hospitais, centros de saúde, escolas, empresas e espaços públicos de grande visibilidade.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1373068&idCanal=91

quinta-feira, 5 de março de 2009

Massagem Infantil

Nutrir uma Criança
Sim
Mas não só com leite
É preciso pegar-lhe ao colo
É preciso acariciá-la
Embalá-la
E massajá-la
É necessário conversar com a sua pele,
Falar com as suas costas
Que têm sede e fome,
Como a sua barriga
“Shantalla” – Leboyer, F

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Educação Perinatal

E pronto hoje acabou a formação. Gostei muito do curso, muito intenso, muita informação, muitas experiências, muita partilha, muito amor, muita muita coisa...
Estou Zennnnn :)

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Educador Perinatal

É já amanhã que começo o curso de Educador Perinatal.
O de Beja acho que correu muito bem e este de certeza que também vai correr ;)
Acho que vou amar.
Bjs

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Conversas com Barriguitas - Conversas entre mamãs.

A Crioestaminal irá realizar ao longo do ano de 2009 uma serie de eventos, cujo o mote será "Conversas com Barriguitas".
Denominada “Conversas entre Barriguinhas”, a sessão integra quatro conferências dedicadas aos temas:

Criopreservação de Células Estaminais do Sangue do Cordão Umbilical”

“Comunicação Intra-uterina”

“Como cuidar da Pele do Bebé desde o nascimento”

“Alimentação e Nutrição do Bebé”.
As palestras são uma oportunidade para o debate de questões pertinentes relacionadas com o período de gestação que, por vezes, suscitam dúvidas às futuras mães numa fase da vida em que tudo é novidade.
Depois do sucesso registado em 2008, com a implementação deste tipo sessões de esclarecimento e formação, que então mobilizaram mais de 1.000 pessoas, a Crioestaminal decidiu apoiar, ao longo deste ano e no âmbito do seu projecto CrioGrávidas, a realização de um novo ciclo, procurando ir ao encontro dos futuros pais.
A inscrição é gratuita e obrigatória para quem quiser assistir!


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

«Arranca campanha «Pelo Direito ao Parto Normal»

Nos próximos meses, a opinião pública portuguesa vai tomar contacto com uma iniciativa que tem por objectivo incrementar o número de partos normais em Portugal. O projecto «Pelo Direito ao Parto Normal – Uma visão partilhada», foi hoje apresentado por Lúcia Leite, enfermeira de saúde materna e obstétrica e vice-presidente da HumPar, no segundo dia de trabalhos do congresso «Humanização do Nascimento», que amanhã termina no Porto.
Com ela, Lúcia Leite tem a companhia de quatro outros enfermeiros – três de saúde materna e um de saúde mental – que se propõem transformar o modo como o parto normal é entendido e aplicado na realidade portuguesa. A começar por um esforço de conciliação que pretende reunir à mesma mesa representantes governamentais, das várias ordens de profissionais de saúde, com o objectivo de «acordar naquilo que entendemos por parto normal».

«Acredito que, mais do que acordarmos no que é um parto normal, na primeira fase será um sucesso se formos por eliminação», afirma a também vice-presidente da HumPar, que, entre 2004 e 2007 liderou a Comissão de Especialidade em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica da Ordem dos Enfermeiros. Na mira desta eliminação estão procedimentos, técnicos e práticas como a episiotomia generalizada ou as cesarianas sem específica necessidade médica urgente «e muitos outros aspectos para os quais necessitamos da visão de todos os agentes que intervêm na gravidez, parto e pós-parto».

O primeiro passo foi dado no final de 2008. A ministra da Saúde mandatou três especialistas da Direcção-Geral de Saúde para representarem a tutela nas futuras reuniões que sentarão à mesma mesa médicos, enfermeiros, responsáveis técnicos e políticos na procura de «um consenso nacional sobre o que é o parto normal». Todas as instituições desafiadas a participar nomearam já representantes e o ano de 2009 será dedicado a elaborar uma carta do parto natural, a apresentar no universo dos cuidados de saúde, mas também junto da opinião pública. «Em Janeiro de 2010 está previsto que a proposta final seja apresentada» tanto a nível oficial como através de uma campanha de comunicação generalizada, «que coloque a expressão ‘parto normal’ na boca de toda a gente.»

A chancela governamental anima os autores do projecto, os quais acreditam que «o envolvimento do ministério da Saúde dá credibilidade ao processo, facilita a adesão de todos os parceiros e abre caminho a uma futura aplicação no terreno, nomeadamente junto das instituições públicas de Saúde.» Ao «trabalharmos no ‘coração do leão’, a nossa esperança é que na recta final seja o poder público a criar as condições para que os partos normais regressem em força, solicitando às instituições que criem as condições técnicas e operacionais necessárias a que isso aconteça.»

Os próximos meses não se adivinham, porém, fáceis, «pela quantidade de visões que será necessário aproximar». No entanto, Lúcia Leite acredita que o pior virá depois e centra-se na «revolução de mentalidades» que, em primeiro plano, «será necessária junto dos profissionais de saúde» e em segundo plano «junto da população em geral». Nada, acredita, «se consegue atingir se entrarmos numa guerra com quem actua no terreno. Se insistirmos cegamente perdemos todos nós, inclusivamente as mulheres e os bebés, os destinatários finais do parto normal», conclui.

Texto: Elsa Páscoa
13 Fevereiro 2009 in Revista Pais & Filhos

«As mulheres não podem ficar prisioneiras do seu projecto de parto»

«As mulheres não podem ficar prisioneiras do seu projecto de parto». A frase pertence ao obstetra Michel Odent e foi proferida esta manhã, durante o primeiro dia do Congresso Internacional «Humanização do Nascimento – Caminhos e Escolhas», que decorre até sábado no Porto, numa organização da HumPar – Associação Portuguesa pela Humanização do Parto.»
Para o reconhecido pesquisador e divulgador da fisiologia que envolve o nascimento – e uma das grandes figuras ligadas ao conceito de parto na água – um bom número de mulheres que decide fazer nascer os filhos com recurso a banheiras de parto «traça projectos que, perante a realidade das circunstâncias, se mostram pouco praticáveis ou mesmo impraticáveis».

Ora, defende Michel Odent, «é importante que as grávidas percebam que, por si só, o parto na água não pode ser considerado como o ‘remédio’ providencial que evitará a dor e proporcionará um nascimento ‘ideal’». Antes, acrescenta «tem de fazer parte de um processo mais abrangente em que a natural dor fisiológica é gerida e atenuada através de um sistema de protecção fisiológica.»

Esse sistema implica que as mulheres possam atravessar toda «a cadeia de eventos que constitui o parto», incluindo a dor mas também o «cocktail natural» de ocitocina e endorfinas que «atenua temporariamente as capacidades cerebrais para que as mensagens dolorosas não cheguem com a intensidade habitual ao córtex e sejam, por isso mesmo, mais facilmente trabalhadas».

Michel Odent não hesita em dizer que «quando o processo é deixado seguir, ocorre um certo grau de amnésia e mesmo consciência alterada que permite à mulher ficar indiferente a tudo o que a rodeia, menos à tarefa que tem em mãos: fazer nascer o seu bebé.» O problema, refere «é que parece haver cada vez menos casos em que as mulheres são deixadas chegar a esse estado alterado de consciência». É aí, remata, que «ainda há um grande caminho a percorrer» para dar garantias «da privacidade, silêncio e intervenção mínima de terceiros que são essenciais no parto.»

Para Odent o «guarda-chuva fisiológico» de cada mulher é o centro da gestão da dor e a procura da banheira de parto uma «parte dessa gestão». É por isso que, defende, a entrada da grávida para dentro de água terá de ser guardada até a fase de dilatação estar bastante adiantada. «Se for necessário enganar uma grávida desejosa de entrar na banheira, mas que ainda não se encontre em trabalho de parto activo, então engane-se! Diga-se que ainda não tem água suficiente, que a água está quente, qualquer coisa, mas evite-se a entrada prematura dentro de água.»

Isto porque «o período óptimo de utilização da banheira são as duas horas que se seguem à altura em que a dilatação está a meio e em que o meio aquático é altamente efectivo no alívio da dor e no relaxamento corporal e leva, na esmagadora maioria dos casos, ao período expulsivo». Se tal não acontece, adverte Michel Odent, «é então momento de fazer uma análise do que está a suceder e partir para outro tipo de alternativas, se for caso disso». Por isso «são de evitar os planos de parto demasiadamente rígidos, o que inclui, naturalmente, a insistência do uso de uma banheira, ou de outro qualquer método, sejam quais forem as circunstâncias.»

Indução, epidural, cesariana?

O primeiro dia de trabalhos do congresso da HumPar ficou marcado por várias abordagens às circunstâncias do nascimento nas sociedades de tipo ocidental. Ao obstetra espanhol Emílio Santos Leal coube abordar o «efeito dominó» existente entre a indução do parto, a utilização de epidural e a realização de cesarianas. E se o vasto auditório do evento – composto maioritariamente por profissionais de saúde e doulas – não ficou surpreendido entre a relação causa efeito entre a indução e o uso da epidural, já o mesmo não sucedeu quando Emílio Santos Leal afirmou, baseado numa recolha estatística de larga escala realizada em vários países, não existir essa mesma ligação directa entre a indução e a realização de cesarianas. A mesma ponte sólida volta a existir entre a monitorização fetal contínua, os partos instrumentalizados e as cesarianas.

Pouco entusiasta da monitorização em permanência, e reportando-se às taxas registadas nos hospitais de Madrid, Emílio Leal defende que «se esse procedimento fosse abandonado os actuais 25 por cento de cesarianas baixariam para 15 por cento e os 15 por cento de partos instrumentalizados poderiam cifrar-se em 13 por cento. Nos partos de baixo risco «está provado que a monitorização contínua não ajuda a salvar vidas. Pelo contrário, leva as equipas a refugiarem-se em intervenções de larga escala que não são benéficas nem para a mãe nem para o bebé».

O modelo de atendimento por parteiras, as questões ligadas ao uso generalizado das episiotomias e a realidade dos partos da água no Reino Unido foram os temas que completaram o primeiro painel no congresso, com intervenções a cargo, respectivamente, da parteira holandesa Mary Zwart (radicada em Portugal), do enfermeiro obstetra António Ferreira e da parteira britânica Dianne Garland.

Texto: Elsa Páscoa
12 Fevereiro 2009 in Revista Pais & Filhos

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Questionário

Amigas,

Quem puder, colaborem preenchendo este questionário de forma anónima...
Estudo sobre Estilos de Masturbação Feminina e Orgasmo Feminino durante o Coito
Finalmente comecei o meu trabalho de investigação para a conclusão do mestrado.Quando me debrucei sobre a escolha do tema, temi as dificuldades tendo em conta o facto da MASTURBAÇÃO FEMININA ser ainda um grande tabu.

Apesar de se tratar de um comportamento comum em ambos os sexos, foi desde sempre reprovado e ainda hoje nos questionamos sobre as possíveis consequências desta repressão.

Pretendo com este trabalho perceber a forma como as mulheres se estimulam,tocam, para assim chegarem a relações mais prazerosas.

Na minha prática clinica ouvi muitas mulheres, com dificuldade em lidarem com a sua sexualidade, em procurarem o seu prazer, em conhecerem melhor o seu corpo.

Por ser um tema polémico, não se encontram muitos estudos nesta área e alguns confesso que são um tanto tendenciosos, outros pelo seu valor e rigor científico, abrem portas à descoberta de algo tão íntimo como o comportamento masturbatório.

Não quero ser pretenciosa em relação ao meu estudo, quero apenas permitir-me conhecer melhor as mulheres portuguesas, obter algumas informações que me permitam continuar a ajudar as mulheres na sua busca por mais satisfação e prazer...

Este estudo estará on line e no link:

http://www.recolhadedados.com/mf/mfpage00.aspxpara que todas as mulheres maiores de 18 anos possam participar de forma anónima.

DIVULGEM POR FAVOR AOS VOSSOS CONTACTOS FEMININOS

sábado, 31 de janeiro de 2009

Boneca mamã

video

A Doula Filipa da BioBebés tem um novo artigo á venda, umas bonecas lindas.

Vejam, palavras para quê????

Elas vão estar é venda no Congresso da Humpar, mas se alguém estiver interessada é só dizer ;)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

II Congresso Internacional "Humanização do Nascimento – Caminhos e Escolhas

É com enorme satisfação que anunciamos a realização do II Congresso Internacional "Humanização do Nascimento – Caminhos e Escolhas".

Desta vez a Humanização viaja a norte, mais precisamente à invicta cidade do Porto. Este evento terá lugar nos dias 12, 13 e 14 de Fevereiro no Hotel Sheraton.

Pelo impressionante número e qualidade dos palestrantes e convidados especiais, não podemos deixar de comparecer em massa dando um verdadeiro sinal de vitalidade e ânimo.

Acreditamos que pela dimensão do Congresso muitas serão as consequências positivas, à semelhança do I Congresso realizado em 2006 na cidade de Almada.

Para mais informações basta visitar a página da HumPar em http://www.humpar.org/.

Uma vez que as inscrições são limitadas, agradecemos que os interessados se inscrevam o quanto antes possível. Chamamos a atenção para o facto de que existem 2 períodos diferenciados para realizar a inscrição no evento, sendo que os primeiros a inscrever-se terão a possibilidade de pagar um preço praticamente simbólico.



Cumprimentos humanizados,


Cristina Torres
Presidente da Direcção

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Vacinas na gravidez: tomar ou não tomar?

As vacinas (ou imunobiológicos) que os bebés tomam nos primeiros meses de vida demoram a surtir efeito, porque o sistema imunológico da criança ainda não está suficientemente maduro. Portanto, são os anticorpos da mãe que protegem o recém-nascido contra infecções. Anticorpos do tipo IgG passam do organismo da gestante para o do feto através da placenta. Vacinar mulheres grávidas seria, então, uma ótima estratégia para garantir a saúde dos bebés. Contudo, as vacinas não são rotineiramente recomendadas para gestantes, já que se temem alguns efeitos nocivos para a criança e para a mãe.
Realmente, certas vacinas – como a da rubéola – não devem ser tomadas por mulheres grávidas. Porém, é importante que gestantes recebam a vacina contra difteria e tétano. Pesquisas já mostraram que essas duas vacinas são seguras e reduzem o risco das doenças entre recém-nascidos. “Apesar de nenhuma evidência de risco de malformação fetal ter sido associada às vacinas, há muito medo de que imunobiológicos possam causar algum tipo de efeito prejudicial ao feto. Sempre que for possível, então, vacinas recomendadas para gestantes devem ser administradas nos estágios finais da gravidez, quando o feto já estiver formado”, diz Lúcia Ferro Bricks num artigo publicado na Revista do Hospital das Clínicas (volume 58; número 5). A pesquisadora analisou publicações científicas dos últimos dez anos sobre a vacinação na gravidez.
Em geral, após seis meses, os anticorpos maternos já desapareceram do organismo do bebé ou, então, estão presentes em quantidade muito pequena. “Contudo, no segundo semestre de vida, crianças que foram adequadamente imunizadas já apresentam os seus próprios anticorpos. Mulheres vacinadas durante a gravidez podem ainda transferir anticorpos específicos contra vários agentes infecciosos através do colostro (líquido amarelado secretado pelas glândulas mamárias alguns dias antes e depois do parto) e do leite materno”, afirma Lúcia no artigo.Muitos pesquisadores têm-se dedicado ao desenvolvimento de vacinas cada vez mais eficientes e seguras. Por isso, “espera-se que num futuro próximo um calendário de vacinação para mulheres grávidas amplamente expandido, com novas vacinas a serem incorporadas”, diz Lúcia no artigo.

Fonte:Agência Notisa

http://www.associacaoartemis.com

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Sequelas psicológicas do aborto espontâneo

O aborto espontâneo está associado a diversas consequências físicas e psicológicas

A gravidez é um momento especial na vida de uma mulher. Durante a gravidez, a mulher sonha com um bebé que é idealizado como um bebé perfeito. O nascimento torna o sonho realidade e é o momento em que a mãe ajusta as fantasias do bebé imaginado ao bebé real.
Por vezes a gravidez não corre bem e surge um aborto espontâneo. A impossibilidade de conhecer um bebé que se amou muito pode ser um evento extremamente complicado para a mãe, o pai e a família. Quando ocorre a perda de um bebé, surge um período de dor e sofrimento que a mulher tentará ultrapassar. A perda de um filho é um processo de traumático ligado à perda de um objecto de amor.
Enfrentar e ultrapassar um aborto é uma tarefa que coloca em causa o equilíbrio psicossomático da mulher. A maioria das mulheres que sofre de aborto espontâneo consegue ultrapassar a perda, sem sofrer de perturbações psicológicas associadas. Mas o aborto pode ser bastante traumatizante, gerando perturbações psicológicas como a depressão e a ansiedade. Em casos extremos pode também gerar distúrbios como o Transtorno de Stress Agudo ou o Transtorno de Stress Pós-Traumático. A experiência traumática pode gerar também medos, que impedem algumas mulheres de tentar outra gravidez, pois querem evitar voltar a passar pelo mesmo sofrimento.
As mulheres que sofreram aborto espontâneo são consideradas um grupo de risco e devem ser acompanhadas se existiram indícios de sequelas psicológicas desse aborto. Alguns dos sintomas apresentados neste artigo são normais no período inicial e fazem parte do processo natural de luto. No entanto, alguns destes sintomas permanecem durante muito tempo, afectando ou comprometendo o regresso à vida normal. Algumas mulheres sentem que jamais poderão ultrapassar a perda. Nestes casos, devem procurar ajuda, pois o diagnóstico e tratamento precoce destas perturbações aumenta as hipóteses de recuperação rápida e total. A mulher deve encontrar ajuda num técnico especializado, conhecedor do seu problema nas suas vertentes física e psicológica, que tenha disponibilidade, empatia, tempo e um espaço acolhedor e especialmente destinado para este efeito.
Desta forma, é essencial que se humanizem os cuidados de saúde, para que estes permitam a criação de espaços específicos para ouvir estas mulheres, e para que se formem técnicos para actuar eficazmente sobre esta forma de sofrimento tão particular. É imprescindível que o médico não trabalhe sozinho, que se desenvolvam equipas multidisciplinares, onde a colaboração de várias áreas da medicina e psicologia poderão produzir resultados mais animadores.
Efeitos Psicológicos do Aborto
O aborto espontâneo está associado a efeitos psicológicos negativos. Os sintomas podem ser agrupados em quatro categorias: estados emocionais, efeitos cognitivos, efeitos comportamentais e sintomas físicos:
- Estados Emocionais (Choque, culpa, raiva, ansiedade, depressão, isolamento);
- Efeitos Cognitivos (Pensamentos intrusivos acerca do feto, alucinações auditivas e visuais relacionadas com o bebé, sensação de movimentos fetais, dificuldades de concentração, dificuldades em tomar decisões, amnésia, fantasias sobre o feto);
- Efeitos Comportamentais (Dificuldade em adormecer, pesadelos, perda de apetite, abuso de substâncias, evitar hospitais, evitar conviver com mulheres grávidas e crianças);
- Sintomas Físicos (Sensação de estômago vazio, rigidez nos ombros, fadiga, transpiração excessiva).
Tal como já foi referido, muitos destes sintomas são normais logo após ter ocorrido o aborto espontâneo. Na maior parte dos casos, estes sintomas diminuem de intensidade e desaparecem naturalmente com o passar do tempo. Se os sintomas permanecerem, a mulher deve procurar ajuda especializada.
Transtorno de Stress Agudo e Transtorno de Stress Pós-Traumático
Tanto o Transtorno de Stress Agudo como o Transtorno de Stress Pós-Traumático são descritos como consequências da exposição a um evento traumático que gera emoções negativas e um determinado tipo de sintomas. Apesar de existirem ainda poucas investigações sobre esta temática, alguns autores defendem que pode existir uma relação próxima entre estas perturbações e alguns casos de aborto espontâneo.
O Transtorno de Stress Agudo apresenta um conjunto de sintomas característicos após exposição a um evento traumático. A resposta ao evento pode envolver medo intenso, reviver o evento traumático, fuga a estímulos associados ao trauma e sonhos aflitivos recorrentes durante os quais o evento é reencenado. Estes sintomas envolvem um intenso sofrimento psicológico, que aumenta sempre que a pessoa é exposta a eventos que lembrem o evento traumático (como por exemplo aniversários do evento). Os estímulos e pensamentos associados ao trauma são permanentemente evitados. Por vezes ocorre também uma “anestesia emocional”, ou seja, uma responsividade diminuída ao mundo externo, diminuição de interesse em realizar actividades que anteriormente davam prazer, isolamento, diminuição da capacidade de sentir emoções, nomeadamente aquelas que implicam intimidade, ternura e sexualidade. Por vezes ocorrem insónias, pesadelos e irritabilidade.
O Transtorno de Stress Pós-Traumático é semelhante ao Transtorno de Stress Agudo sendo a duração dos sintomas o factor que permite fazer o diagnóstico diferencial. Enquanto que o Transtorno de Stress Agudo tem uma duração mais curta (entre 2 dias a 4 semanas), o Transtorno de Stress Pós-Traumático prolonga-se por mais de 4 semanas.
Alguns estudos apontam para a existência de 10% de mulheres que sofrem de Transtorno de Stress Agudo e 1% com Transtorno de Stress Pós-Traumático após aborto espontâneo.
É muito importante que o médico esteja atento a estes sintomas e que procure avaliar se existe ou não uma perturbação psicológica, como é o caso do Transtorno de Stress Agudo e o Transtorno de Stress Pós-Traumático. Nestes casos existem técnicas específicas de tratamento psicológico. A intervenção terapêutica vai procurar ajudar a mulher a olhar para o seu problema com uma nova perspectiva, para que consiga entender melhor a sua perda, reconhecê-la, aceitá-la e poder seguir a sua vida em frente.
Por esta razão, é muito importante que as mulheres que sofreram um aborto espontâneo tenham a oportunidade de ser submetidas a uma avaliação psicológica, para que seja possível a determinação das sequelas deste acontecimento, e seu tratamento caso se considere necessário.
Aceitar Uma Nova Gravidez
Podemos considerar que uma gravidez após um aborto espontâneo é uma gravidez de risco do ponto de vista psicológico. Existe neste caso um duplo desafio: a mulher é confrontada com o desconhecido e a mudança, que faz parte de qualquer gravidez, e também com o perigo e insegurança sobre a continuação da gravidez. Nestes casos, a mulher vai ter medo de reviver a situação traumática que ocorreu no passado.
Muitas mulheres que sofreram de aborto espontâneo têm tendência para adiar uma nova gravidez, pois por vezes não se encontram preparadas psicologicamente para encarar uma nova perda.
A experiência de perda de um bebé vai ser determinante na forma como é encarada a hipótese de uma gravidez no futuro. Quando existiu uma gravidez que não teve um final feliz, a perspectiva de uma nova gravidez vai ser influenciada pelos sentimentos associados à primeira gravidez e pela forma como se resolveu e ultrapassou (ou não) esta perda.
Quando o luto decorre de forma saudável, a perda é ultrapassada e a mulher tem oportunidade de criar um espaço de investimento emocional numa nova gravidez. O processo evolui, na maior parte dos casos, para uma readaptação e aceitação da situação de perda e ao ganho de um novo espaço para novos investimentos noutros objectos de amor. Mesmo quando este processo ocorre normalmente, é comum que surja um medo em engravidar novamente e passar pelo mesmo sofrimento. Quando surge uma nova gravidez, também é natural que surjam lembranças da gravidez anterior, mas isso não impede que o novo bebé seja investido pela mãe. Se surgirem momentos de grande ansiedade, estes devem ser partilhados com o médico e com a família, de modo a serem minimizados.
Por vezes, surge também uma situação completamente oposta. Algumas mulheres tentam engravidar o mais depressa possível após o aborto espontâneo. Este investimento demasiado rápido pode ser o reflexo de uma tentativa de substituir a anterior gravidez que correu mal. Muitas vezes, esta gravidez surge como uma tentativa inconsciente de “ressuscitar” o filho que não chegou a nascer, sendo evidente nos casos em que o nome do novo bebé é o mesmo, deseja-se que o sexo do bebé seja o mesmo… Este desejo de substituição pode ser reflexo de uma negação em aceitar o aborto ocorrido no passado e, consequentemente, de o ultrapassar. Nestes casos, é importante dar tempo ao tempo.
Logo após confirmar que está novamente grávida, a mulher depara-se com sentimentos paradoxais. Por um lado aumenta novamente a sua esperança para ter um filho, mas por outro lado sente um intenso medo de voltar a passar por outro aborto espontâneo. Começa então a observar continuamente o seu corpo, procurando sinais de alarme. Esta situação é vivida com grande ansiedade, que aumenta à medida que se aproxima o tempo de gravidez em que ocorreu o anterior aborto.
Durante uma gravidez que ocorre após um aborto espontâneo, a mulher está hipervigilante e preocupa-se continuamente com a sua saúde e saúde do bebé. O médico deve conversar com a grávida e acalmá-la, transmitindo-lhe a sensação de controlo da situação.
É muito importante que a mulher seja ajudada por um técnico especializado a ultrapassar a sua ansiedade e a utilizar estratégias que a possam diminuir ou tornar mais suportável, pois sabe-se que a ansiedade está intimamente relacionada com problemas de gravidez e partos prematuros. As mulheres que sofreram de abortos espontâneos vivem a nova gravidez com sentimentos de pessimismo, procurando evitar vincular-se ao bebé, preparando-se inconscientemente para um novo fracasso. Esta atitude procura evitar o sofrimento, surgindo como uma defesa. No entanto, esta atitude não é saudável para uma vivência saudável da gravidez.
É importante ter em conta que é durante a gravidez que se inicia a relação mãe-bebé. Desta forma, ao sabermos que uma gravidez após um aborto espontâneo está associada a riscos do ponto de vista psicológico, temos que procurar salvaguardar a qualidade da relação mãe-bebé. A criação e promoção desta relação, livre de ansiedade, pessimismo e insegurança, vai prevenir perturbações futuras ao nível da vinculação. Poderemos assim criar condições que ajudem a mãe a viver calmamente o momento único da gravidez e assim promover a saúde mental da criança que vai nascer.

Sónia Pereira – Psicóloga Clínica

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Fórum

Um novo fórum que a querida Sofia criou, depois de um blog excelente, um fórum que espero que venha a ter muito sucesso.

Visitem, não se vão arrepender ;)

http://aquihabebe.forumotion.net/forum.htm

HBA2C Story - Há sempre esperança :) depois de 2 cesarianas...

Doula