quinta-feira, 30 de outubro de 2008

2º Curso de Educador Perinatal (para um Parto Humanizado) em Portugal

Este curso vai contar com duas edições, uma em Beja e outra no Porto.
Data e Horário em Beja:
18 a 22 de Fevereiro, das 8h30m às 18h excepto no último dia, que termina às 12h30m. Cinco (5) dias de curso.
Local: Escola Superior de Saúde de Beja
Pagamentos: 370 euros até dia 30 de Dezembro, 390 euros após essa data e até 15 dias antes do curso.Transferências bancárias para o NIB 00360308 99100 00299 407.É essencial guardar comprovativo do pagamento para poder receber certificado de presença.Doulas da Associação Doulas de Portugal e sócios da Humpar têm desconto de 10% (é necessário ter a quota em dia para ususfruir desse desconto).

Data e Horário no Porto: 24 a 28 de Fevereiro de 2009, das 8h30m às 18h excepto no último dia, que termina às 12h30m.
Local: Casa do Rio (junto à Pousada da Juventude do Porto) http://www.acasadorio.blogspot.com/
Pagamentos:
370 euros até dia 30 de Dezembro, 390 euros após essa data e até 15 dias antes do curso.Transferências bancárias para o NIB 0036.0000.99104696281.48 (Montepio Geral).É essencial guardar comprovativo do pagamento para poder receber certificado de presença.Doulas da Associação Doulas de Portugal e sócios da Humpar têm desconto de 10% (é necessário ter a quota em dia para ususfruir desse desconto).
Alimentação e transportes não incluídos.
Número limitado de vagas.
Pré-inscrições para o curso de Beja: doulaluisa_c@yahoo.com
Pré-inscrições para o curso do Porto: cursoperinatalporto@gmail.com
Conteúdos
I - GESTAÇÃO
Educação Perinatal – História da preparação para o parto
Embriologia
Anatomia e fisiologia da gestação
Pré-natal centrado na fisiologia e na família
Humanização X Rotinas
Transtornos da gravidez e fenómenos adaptativos
Nutrição na gravidez
Aspectos psicológicos do ciclo gestacional
Actividade física – preparando-se para o parto
Aspectos sociais e legais da gestação e do parto
Patologias da gestação
Plano de Parto e Plano do Bebé
Escolha dos profissionais e local do parto (sistemas privados e institucionais)
II – PARTO
Antropologia do nascimento
Nascimento humano na actualidade – Onde, como e com quem?
Fisiologia do parto e complicações
Intervenções no parto
Posições no trabalho de parto e parto
Fases do trabalho de parto
Actuação da equipe interdisciplinar de assistência ao parto
O pai e demais acompanhantes no parto
Parto e sexualidade
Encontrando conforto no trabalho de parto
Cesarianas – Indicações, VBACs
Acolhendo o recém-nascido - Contacto, vínculo e amamentação na primeira hora
Nascimento humano e Medicina baseada em Evidências
III – PÓS-PARTO
Transtornos da puérpera e do recém-nascido
Pós-operatório – Cesariana, episiotomia
Amamentação
Cuidados com o recém-nascido e o bebé
Perdas – Abortos, FMs, crianças especiais
Actividade física no pós-parto
Aspectos psicológicos do puerpério
IV – TRABALHANDO COM EDUCAÇÃO PERINATAL
Aspectos éticos
Relacionamento com o cliente
Relacionamento com outros profissionais (enfermeiras, obstetras, doulas, parteiras)
Montando e divulgando cursos para casais grávidos
Dilemas: Informação X Orientação
Serão visionados vídeos e slides shows de parto, e será entregue uma sebenta com informação.
Equipa Docente Da ANDO (http://www.doulas.org.br/)
(a confirmar mais dois docentes)
Dr. Ricardo Herbert Jones,
MD, Ginecologista – Obstetra – Homeopata.
Formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1985.
Residência médica no serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre em 1986/87. Formado em nível de pós-graduação em Homeopatia pela Sociedade Gaúcha de Homeopatia em 1994. Ex-Membro do Colegiado Nacional da ReHuNa – Rede pela Humanização do Parto e Nascimento – e Membro do Conselho Consultivo da ReHuNa. Conselheiro Médico e Membro da Humpar – Associação Portuguesa pela Humanização do Parto. Conselheiro Médico da ANDO - Associação Nacional de Doulas. Representante do IMBCO – (International MotherBaby Childbirth Organization – Organização Internacional da MãeBebé para o Nascimento) para o Brasil, e colaborador do IMBCI (Iniciativa Internacional para a MãeBebé).Escreveu em 2004 o livro ";Memórias do Homem de Vidro - Reminiscências de um Obstetra Humanista", onde aborda os alicerces do projecto de humanização do nascimento sob a óptica de um médico em processo de transformação. O livro traz relatos e histórias vividas pelo autor nos seus mais de 20 anos de contacto com o nascimento humano e o feminino. É um livro leve, não técnico, voltado para as pessoas que sonham com um nascimento mais digno. Aborda o parto e nascimento como em evento empoderador da mulher e fortalecedor dos laços afectivos da família. Este livro foi recentemente traduzido para o espanhol, sendo lançado no II Congresso Internacional de Humanização do Nascimento em Monterrey – México, com o título “Crónicas de un Obstetra Humanista” (Editorial Creavida-2006) .A tradução para o inglês e alemão ocorrerá num futuro próximo.Participou do livro "Amamentação" de Marcus Renato com o capítulo "Assistência Pré-Natal" e do livro "Models That Work" de Robbie Davis-Floyd, com o capítulo "Team Work" (a ser lançado em 2008). Conselheiro, médico voluntário e ex-Vice-presidente da Liga Homeopática do Rio Grande do Sul actuando desde 1993.Profere palestras sobre humanização do nascimento no Brasil e no exterior, já tendo realizado conferências em Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, São Paulo, Sorocaba, Botucatu, Brasília, Rio de Janeiro, Salvador e Recife no Brasil, em Oaxaca, Oaxtepec e Monterrey no México; Buenos Aires, na Argentina; Arlington, Eugene, New Jersey, Akron, Austin (a convite do departamento de antropologia da Universidade do Texas), Saint Louis – Missouri (Palestrante no Congresso da DONA International – 2007) e em Cleveland, nos Estados Unidos (a convite do departamento de antropologia da Case Western Reserve University); Montevidéu, no Uruguai; Lisboa, em Portugal (onde participou da comissão organizadora do I Congresso Internacional de Humanização do Nascimento – Amor e Responsabilidade) .Participou de vários cursos de formação de doulas no Brasil e do curso de Educação Perinatal do GAMA em Portugal.
Neusa Oliveira Jones
Enfermeira-obstetra formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1983. Especializou- se em obstetrícia na mesma universidade no ano de 1992. Trabalha como enfermeira do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, em Porto Alegre. Possui experiência em partos institucionais e trabalha numa equipe interdisciplinar que atende nascimentos tanto no hospital quanto no domicílio. É integrante da ANDO – Associação Nacional de Doulas, professora convidada dos Cursos de Pós-Graduação em Enfermagem Obstétrica da UFRGS em 2005 e da Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Sul de 2000 a 2002. Membro da REHUNA (Rede pela Humanização do Parto e Nascimento) e participante da ABENFO-RS (Associação Brasileira de Enfermeiras Obstetras). Recentemente realizou estágio nas Casas de Parto do Japão através da JICA (Japan International Cooperative Agency).Participou como palestrante de vários congressos de humanização do Nascimento, tanto no Brasil quanto no exterior, como Porto Alegre e Rio Janeiro no Brasil ; Lisboa (Portugal), Oaxtepec no México. Participou de vários cursos de formação de Doulas no Brasil.Lucía CaldeyroPedagoga, psicodramatista, terapeuta corporal, educadora perinatal e doula (há 25 anos), capacitada pela DONA, Doulas of North America. Vice-presidente e coordenadora pedagógica da Associação Nacional de Doulas (ANDO), facilitadora nos cursos de capacitação de Doulas da ANDO, membro da Rede pela Humanização do nascimento (ReHuNa). Membro do Programa de Parto Alternativo do CAISM / FCM / UNICAMP, participando de pesquisas e publicações e actuando como Educadora Perinatal e doula de 1982 a 1995 e de 2005 até a presente data.
Com o apoio de:
Escola Superior de Saúde de Beja
Associação Doulas de Portugal http://www.doulasdeportugal.org/
Associação Portuguesa pela Humanização do Parto http://www.humpar.org/
Qualquer dúvida contactar:
Luísa Condeço: 967624505
Drª Lurdes Rodeia: 962449776
Mariana Simões 966191067

(http://doulasdeportugal.blogspot.com/2008/09/curso-de-monitor-perinatal-em-portugal.html)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Por uma vida melhor.

Olá meninas venho divulgar a I Jornadas de Obstetrícia que tem como tema "Por uma vida melhor"


Vai ser no Auditório da Escola Superir de Saúde de Vale do Ave em Famalicão.

Dias 23 e 24 de Outubro 2008.

Mais informações no blog: Jornadas de Enfermagem de Obstetrícia

O segundo parto.

Depois de uma férias cá estou de volta :)
O parto é sempre o momento mais temido - e ao mesmo tempo mais desejado - pela futura mamã. Mas, embora pareça mentira, quando se trata da segunda experiência, os receios são, geralmente, maiores.
Quem observa a cena de fora, acha que as mulheres que esperam um segundo filho, como já passaram pela experiência e “sabem do que se trata”, manejarão a situação “à vontade”, e entrarão na sala de parto com uma grande confiança.
No entanto, nada mais afastado da realidade. Porque a verdade e que o segundo parto vive-se, a maior parte das vezes, com mais angústia de que o primeiro. Com efeito, os receios da mamã que vai dar à luz o seu segundo filho - embora sejam semelhantes aos que experimentou com o primeiro - , estão agora corrigidos e aumentados. Neste caso, somam-se novas ansiedades, que se aplicam a todo o parto, e que serão ainda maiores com o terceiro filho.
O que quer dizer que o medo incrementa-se na medida em que aumenta o número de filhos. Noutras palavras: quanto mais partos, maiores receios. Embora pareça um paradoxo, nesse momento concentram-se todos os temores, ansiedades e preocupações face aos riscos - tanto reais como imaginários - que agora se sabe, com toda a certeza, que existem. No entanto, é verdade que os receios, trate-se do primeiro filho ou do quinto, dependem de cada mulher e da sua história.
Na recta final
Durante o último mês de gestação, seja do primeiro ou do sexto filho, a iminência do nascimento do bebé representa para os pais, e muito especialmente para a mãe, o culminar de um período de tensa espera. O parto depressa chegará, e as fantasias concentram-se em redor do medo da morte, da dor e do vazio. Na parte final, da mesma maneira como aconteceu com o primeiro filho e que sucederá com os seguintes, a mulher tem sentimentos desencontrados. Por um lado, a sua parte “madura” anseia pela chegada do bebé.
Por outro, perturba-a a ideia de que a gravidez esteja a chegar ao fim. E, ao mesmo tempo, o seu aspecto mais infantil anseia por escapar do parto com medo da dor. A verdade é que face a cada parto a futura mãe sente que deve efectuar um exame no qual - nada mais nada menos - vai “tirar o diploma de mamã” tantas vezes como filhos tiver. E é muito importante dar-lhe a garantia de que saberá fazê-lo muito bem.
Os receios do pré-parto
ansiedade específica desta etapa é a incerteza, que se exprime sob a forma de curiosidade, respeitante à data em que se produzirá o parto e do sexo do filho, se é que ainda não o conhece. E embora cada mamã deposite os seus temores em alguma circunstância particular que a inquieta e preocupa, existem alguns que poderíamos chamar “universais”, dado que são compartilhados por quase todas as mulheres. Os mais frequentes referem-se a situações que a mulher não pode controlar. Entre eles: não conhecer como está colocado o bebé na sua barriga, não saber o que ele faz e o que sente, e o medo ao roubo ou troca do bebé. É por isso que todas as mães desejam e pedem sempre para ver o seu bebé na altura em que nasce. Desta forma, pode reconhecê-lo como próprio.
Surgem, ao mesmo tempo, os receios de morrer no momento de dar à luz, de ter um parto traumático, um filho disforme, ou a morte do bebé, aos que se somam o de não encontrar o médico no instante preciso, o de não saber quando deve ir para a maternidade, ou de ficar sozinha quando começam as contracções. No respeitante ao medo da dor, suscita-se um paradoxo. Por um lado, o bíblico “parirás com dor” parece continuar a vigorar apesar da existência da anestesia peridural. De facto, muitas vezes a mulher chega à maternidade em avançado trabalho de parto e ao perguntar-lhe porque não chegou mais cedo ela responde “porque não me doía”. De modo que parto e a dor parecem estar indissoluvelmente associados. E como se tudo isto fosse pouco, aparecem, além disso, o medo de enfrentar esse desconhecido que é o recém-nascido, e a angústia da separação, essa tristeza pela perda da barriga. Porque embora seja verdade que se ganha um filho, perde-se o estado de grávida, vivido geralmente como um estado de plenitude, com todos os olhares, mimos e elogios. Situação que não se repetirá até à próxima gravidez.
Segundo parto, novos receios
Quando se trata do segundo filho, às ansiedades atrás mencionadas, somam-se algumas novas, relacionadas, basicamente, com o primogénito. Com efeito, nas últimas semanas ou dias anteriores ao parto, a mamã tem vontade de conhecer o seu bebé, tê-lo nos braços, dar forma e rosto às imagens tantas vezes fantasiadas e esperadas, mas sente, ao mesmo tempo, uma série de receios e preocupações pelo seu primeiro filho.
Um momento maravilhoso
Não obstante, e para lá dos receios, o parto é um processo natural e maravilhoso, para o qual nos preparámos durante nove meses. Chegado o momento, com uma adequada atenção profissional conseguiremos dominar a ansiedade e desfrutar de uma das experiências mais fascinantes da vida. Para finalizar, um pequeno conselho “anti-ciúmes” (e pró auto-estima): no momento de entrar na maternidade, coloque no saco um porta-retratos com uma fotografia linda e grande do primogénito. Desta maneira, quando visitar a sua mamã e o bebé na maternidade, a criança sentirá que apesar da chegada de um novo membro à família ele também continua a ser importante, conserva certo protagonismo e, fundamentalmente, está muito presente entre os afectos mais apreciados pela sua mamã.
Os receios típicos de todos os partos

*Que o bebé nasça com alguma malformação.
*À morte do recém-nascido.
*À dor.
*Às contracções e à episiotomia.
*De ficar magoada.
*De morrer no parto.
*À solidão e ao desamparo.
*A expulsar ou reter o bebé, como expressão do desejo de um parto prematuro ou de prolongar a gravidez.
*De não recuperar a linha.
*De não saber quando tem de sair da maternidade.
*De não chegar a tempo à maternidade e dar à luz em casa ou noutro lugar.
*De que o “seu” médico não chegue a tempo para o parto.
Os receios do segundo parto
Além das ansiedades típicas do parto, com o segundo filho a mãe experimenta alguns receios novos:

*De morrer durante o parto e que o primogénito fique sem mãe.
*Dos ciúmes do primogénito: até agora “rei” da casa, a mamã receia pelos naturais ciúmes que o primeiro filho sentirá pela presença do seu irmãozinho.
*De não conseguir amar o novo bebé com a mesma intensidade do primeiro: este sentimento é comum a todas as mamãs que esperam um segundo filho, embora nem sempre o manifestem abertamente (“que pensarão se me ouvem? Vão julgar que eu sou uma má mãe”).
*Quem cuidará do primogénito quando ela for internada: quando a data do primeiro parto se aproxima, a mamã preocupa-se pelo enxoval, por ter a casa preparada para receber o bebé e o saco pronto com todas as coisas que deve levar para a maternidade. Mas agora deverá prever, além disso, quem cuidará do irmãozinho - ansioso, na expectativa e ciumento - quando tiver de sair da maternidade. Com quem ficará? Tratá-lo-ão como eu o tratava? E se for de madrugada, como farei? E se não me der tempo de deixá-lo com a avó? Estas são algumas das dúvidas mais frequentes.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Parto Natural e Humanizado

Amigos:
No próximo dia 21 de Setembro, pelas 14h30, irá decorrer na Casa do Rio um encontro sobre "Parto Natural e Humanizado".
Por isso, se sentes que faz sentido para ti, ou se estás a pensar em alguém a quem esta informação possa interessar, não hesites! Divulga, aparece e traz amigos!
Contamos contigo!
E não esqueçam, como diz Michel Odent, "Para mudar o mundo é preciso mudar a forma de nascer".
António Ferreira
Mais informações no blog da casa do Rio (http://www.acasadorio.blogspot.com/)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Os medos mais comuns perante o parto.

Está nervosa com o parto? Não é a única!

Veja em seguida alguns dos medos mais comuns relativamente ao trabalho de parto e como lidar com eles.

• Não vou conseguir aguentar a dor.
Uma em cada cinco mulheres grávidas diz que este é o seu principal medo no terceiro trimestre, segundo um inquérito do BabyCenter. Embora seja verdade que o trabalho de parto e a expulsão são dolorosos para a maioria das mulheres, existem analgésicos eficazes e não deverá sentir-se culpada se pedir que lhe sejam administrados. A grande maioria das mulheres grávidas usa algum tipo de analgésico durante o trabalho de parto. Se achar que os métodos de controlo da respiração e outras técnicas de relaxamento não serão suficientes, não pense duas vezes em pedir ajuda ao médico.

• Vou precisar de uma episiotomia ou vou rasgar.
Uma episiotomia é um corte cirúrgico na zona muscular entre a vagina e o ânus, efectuado mesmo antes da expulsão, a fim de aumentar a abertura vaginal. Algumas mulheres rasgam espontaneamente esta zona e esses rasgões podem ser desde praticamente indetectáveis até muito grandes (cuja reparação requer uma grande quantidade de pontos). Em tempos eram a norma, mas as episiotomias estão a ser menos utilizadas. Segundo um estudo publicado na revista Obstetrics and Gynecology, as taxas de episiotomia num hospital de Filadélfia diminuíram de quase 70% de todos os nascimentos em 1983 para 19% de todos os nascimentos em 2000. Fale com o seu médico sobre a frequência e em que condições opta pela episiotomia e de que forma é possível evitar ter de fazê-la ou rasgar.

• Vou esvaziar os intestinos durante a expulsão.
Num inquérito recente do BabyCenter, 70% das mulheres disseram que receavam ter esvaziado os intestinos na mesa de parto, 39% afirmaram que o tinham feito efectivamente e, entre estas, apenas 22% se sentiam envergonhadas. Embora possa neste momento ter dificuldade em acreditar, se os seus intestinos se esvaziarem efectivamente durante a expulsão, a verdade é que ninguém lho dará a entender. As enfermeiras e os médicos limpam tudo possivelmente antes de sequer dar conta de que aconteceu. Se estiver mesmo muito preocupada com esta questão, quando chegar ao hospital peça um clister para limpar os intestinos. Outro pensamento reconfortante: o princípio do trabalho de parto estimula muitas vezes a diarreia. Se este for um dos seus sintomas, o mais provável é que o seu sistema fique todo limpo.

• Parto prematuro.
Cerca de 13% dos bebés dos Estados Unidos nascem prematuramente – antes das 37 semanas. Para reduzir a possibilidade de parto prematuro, cuide-se bem: alimente-se correctamente, descanse muito, vá regularmente às consultas, controle o seu stress e cuide da sua higiene íntima e dentária. Poderá gostar de saber que, mesmo que nascesse esta semana, o seu bebé teria óptimas probabilidades de sobrevivência e, a cada dia que passa na sua gravidez, aumentam as suas hipóteses de ter um bebé saudável.

• Vão encher-me de intervenções médicas desnecessárias.
A melhor forma de lidar com este receio é uma conversa franca com o seu médico. Se confiar no seu médico, pode ficar descansada e saber que ele fará o melhor possível por si e pelo bebé no dia do parto. Se tiver conhecimento dos seus desejos e preferências (pense em elaborar um plano de nascimento), estará em condições de dar o seu melhor no sentido de os satisfazer

• Ter de fazer uma cesariana.
Dado que uma em cada cinco primeiras gravidezes acaba por necessitar de cesariana para o nascimento do bebé, é um receio compreensível. A boa notícia é que se trata de uma cirurgia muito segura e que a maioria das mulheres recupera completamente no espaço de algumas semanas. Caso ocorra uma situação de emergência durante o trabalho de parto e o bebé entre em sofrimento, trata-se de uma operação vital.

• Não chegar a tempo ao hospital.
São muito pouco frequentes os partos de emergência em casa, especialmente numa primeira gravidez. Mas se não consegue livrar-se deste medo, o melhor que tem a fazer é preparar-se para essa possibilidade.

fonte Sapo bebés

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

A chegada de um novo irmão...

O nascimento do segundo filho traz sempre preocupações aos pais quanto à possibilidade do primeiro filho sentir ciúmes do irmãozinho que está por vir.

Imagine para uma criança o que significa dividir, além dos seus brinquedos, o carinho e a atenção de seus pais. A criança mais velha sentirá ciúmes sim, e, particularmente, se a diferença de idade for maior que 2 anos. A maneira como ela vai lidar com isso vai depender da forma com que a mãe e o pai irão proceder com a vinda do novo bebê.

Veja abaixo algumas dicas para que a chegada do novo irmãozinho seja a mais tranquila possível:

=» Todas as alterações na vida do irmão mais velho devem ser feitas antes do segundo filho nascer, para que ele não associe as mudanças à chegada do irmãozinho.

=» Deixe que o primogênito sinta o bebê na sua barriga, assim ele vai se acostumando com o novo irmão e entenderá as mudanças e as transformações que irão acontecer com a mamãe.

=» Leve seu filho em uma ou duas consultas pré-natais, e em especial ao ultra-som. Mas não esqueça de levar ao consultório um lanche, livro, ou brinquedo predileto, para o caso de haver uma longa espera.

=» Não diga coisas como: “Não se preocupe, pois mesmo com a chegada do novo bebê nós vamos continuar a gostar de você” - por mais bem intencionadas que sejam, tais afirmações podem causar preocupações em seu filho. Ele pode se sentir incapaz de competir com o bebê.

=»Envolva seu filho nos preparativos que lhe demonstre interesse: a escolha dos móveis, roupas e brinquedos para o quarto do bebê. Deixe-o até escolher sozinho uma ou duas coisas baratinhas, pois ele irá se sentir participativo.

=»Apresente ao seu filho os nomes que você pensa em dar ao bebê, integrando-o nesse processo de escolha. Mas lembre-se, é claro, que a escolha final é sua e do papai.

=» Se o papai até agora não esteve muito envolvido nos cuidados com a criança, comece a trazê-lo para as rotinas de alimentação, banho e hora de dormir, para que ele possa substituí-la da melhor forma quando você estiver no hospital ou ocupada com o novo bebê.

=» À medida em que a data do parto se aproxima, prepare seu filho sobre o fato de você precisar passar algum tempo no hospital quando o bebê chegar. Peça a ele ajuda para arrumar as malas. Certifique-se de que a pessoa que ficará com ele está completamente familiarizada com sua rotina.

=» Após o nascimento do bebê, você pode pedir para o seu filho mais velho auxiliar nas tarefas com o irmãozinho, como ajudar a dar banho, escolher a roupa que ele irá vestir, etc, dando sempre um enfoque positivo para criar uma simpatia mútua.

=» O pai nesse período tem um papel muito importante. Por ter mais tempo disponível que você, ele pode se dedicar ao mais velho, como levá-lo a passeios, teatro, e outras atividades. É uma excelente oportunidade de aproximação entre eles.

=» Acostume seu filho a passar menos tempo sozinho com você. Se você nunca o deixou com uma babá e vai precisar fazê-lo depois que o bebê chegar, comece a deixá-lo com a babá por curtos períodos ao dia.

Estes procedimentos visam somente diminuir as crises de ciúmes, que dificilmente irão acabar. O comportamento do filho mais velho varia de criança para criança. Uns ficam mais tímidos, outros mais chorões. Há os que ficam mais nervosos ou mais agressivos. Uns retrocedem e outros resolvem ser mais independentes.

Com o tempo, o mais velho irá perceber que não perdeu nada, e o ciúme diminuirá. O melhor a fazer nos momentos mais difíceis com a criança mais velha é dar mais carinho para que ela se sinta amada. Posteriormente, tudo se resolverá e eles se tornarão irmãos e amigos inseparáveis.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Livros

Novas aquisições :)
=> Ioga na gravidez, parto e pós-parto - Françoise Barbira Freedman;
=> Fertilidade e concepção - o guia completo para engravidar - Zita West;
=> Porque chora o meu Bebé? - Sheila Kitzinger.

Curso de Drenagem Linfática Manual.

A minha nova aposta.
Em Setembro começo a tirar este curso, durante 5 meses.
Acho que vai ser uma boa aposta e espero tirar muitos frutos dele.
O que é?
A massagem é a manipulação dos tecidos moles do corpo com técnicas específicas que promovem ou restauram a saúde. A massagem corporal regular pode aliviar a tensão emocional e promover a saúde, restaurando-a de forma gradual na pessoa como um todo. A massagem também constitui a base de outras terapias, como a Aromaterapia, Shiatsu e fisioterapia e tem um papel importante na medicina chinesa e ayurvédica. Hoje em dia são inúmeras as pessoas que procuram os serviços de Drenagem Linfática Manual em centros especializados, spas, clínicas de beleza, bem como em centros de fisioterapia ou outros locais de igual especificidade. A DLM é uma técnica de massagem que visa estimular o sistema imunitário e linfático. A importância desta estimulação é vital. Os gânglios linfáticos surgem ao longo do sistema e actuam como filtros de infecção. Ao aprisionar os germes, os nódulos evitam que se dirijam para órgão distantes. São importantes na formação de um tipo de glóbulos brancos, linfócitos, que combatem a doença. Os gânglios são proeminentes no pescoço, virilhas e axilas. Ajuda ainda a manufacturar e armazenar células sanguíneas, destruindo as células velhas, contribuindo para o metabolismo. Enfrenta também a infecção, produzindo células brancas e anticorpos. A prática profissional deste tipo de massagem requer conhecimentos e competências específicas que só podem ser adquiridos através de acções de formação do tipo daquele que aqui é proposto, ou seja, complementando a componente prática com conhecimentos sólidos que sustentem as intervenções a realizar. Tal como noutros casos, a DLM é uma forma de terapia que mais pelo seu interesse terapêutico intrínseco, se assume hoje como uma saída profissional com grande margem de progressão. A formação profissional neste caso é absolutamente crucial por forma a garantir eficazmente a qualidade dos terapeutas que oferecem os seus serviços, se o fizerem como terapeutas DLM sem outra formação de base mas também é muito importante para aqueles profissionais com formação de base, como por exemplo os profissionais de enfermagem ou de fisioterapia que vejam na DLM mais uma importante ferramenta para o seu trabalho.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O que é um PARTO ACTIVO?

O conceito de Parto Activo foi desenvolvido pela educadora perinatal Janet Balaskas, na Inglaterra. Parto Activo significa que a mulher é quem faz o seu bebé nascer. Não é o médico quem faz o parto. Não é a parteira quem faz o parto. É a mulher, seu corpo, sua mente e sua alma. Claro que não existe Parto Activo sem uma equipe que aceite neutralizar sua participação em favor do protagonismo da gestante. Portanto para um parto verdadeiramente activo é necessário uma mulher activa, um acompanhante (o pai do bebé ou outro por ela escolhido), um bebé e alguém que fique ao lado apenas verificando se tudo está bem, sem intervir no processo natural do nascimento.
O corpo da mulher já vem preparado para o parto. Sedentárias, ginastas, activas, magras, gordas, altas ou magras, todas as mulheres têm a capacidade inata de permitir que o bebé viva, se desenvolva e nasça através de seu corpo. No entanto o parto é um processo dinâmico, no qual o bebé faz uma série de movimentos através da bacia (zona pélvica da mãe), até que possa sair para a luz.
Ele desce, insinua seu crânio pela bacia pélvica, dobra o pescoço, gira, colabora. Enquanto isso a mãe se move, anda, muda de posição, pende apoiada pelo companheiro, acocora-se, deita-se. Como quando tentamos tirar um anel justo do dedo, só o movimento é que permite que um deslize ao redor do outro.
Se permitimos que a mulher adopte todas as posições que lhe parecem confortáveis, se possibilitamos a liberdade de movimento e acções, se o ambiente do parto for propício para essa liberdade, mãe e bebé encontrarão a fórmula para a travessia que eles têm que fazer. Por isso é fundamental que no ambiente do parto sejam oferecidos os elementos fundamentais para um parto activo:
- Privacidade: se a mulher não tiver privacidade, ela fica tolhida em sua liberdade e deixa de se movimentar de acordo com sua vontade.
- Opções à litotomia/leito/cama: deitar é em geral a última coisa que uma mulher quer fazer em trabalho de parto, de forma que ela precisa ter opções como a bola suíça, cavalinho, banqueta de parto, almofadas, cadeira, poltrona, etc...
- Equipa: é importante que as mulheres sejam acompanhadas por pessoas que estejam acostumadas ao conceito de parto activo, como as Doulas, Enfermeiras Obstetras e Médicos Obstetras motivados e seguros em relação ao parto natural.
- Recursos não farmacológicos para a dor do parto (métodos não médicos para alívio da dor): sendo o parto um processo lento e muitas vezes doloroso (especialmente no pico das contracções), é fundamental que a mulher possa ter à mão os recursos para lidar com essa dor, como chuveiro, banheira, bolsa de água quente, chás e o que mais for possível dentro do contexto.
- Prioridade para o parto natural: para que a mulher se sinta no controle da situação, ela precisa vivenciar/passar pela experiência (d)o processo da forma como a natureza propôs, ou seja, sem o artifício do jejum, da ruptura artificial da bolsa das águas, do uso de soro com hormonas artificiais (occitocina), forças (“puxos”) dirigidas, etc...
Dentro dessa filosofia de atenção ao parto, os procedimentos médicos são destinados apenas às situações especiais, que não deveriam superar uma pequena percentagem do total de mulheres saudáveis. O parto sempre será um processo normal e natural, para o qual as mulheres continuam estando preparadas, independente de não lavarem mais roupas à beira do rio acocoradas. Basta que deixemos as grávidas em paz e que lhes ofereçamos o mínimo necessário para o conforto, e elas saberão o que fazer.
Se você está grávida e deseja ter um Parto Activo, leia, pesquise, pergunte, questione seu médico, questione a maternidade onde vai ter seu bebé, faça um plano de parto, procure um grupo de apoio, faça seu acompanhante entender a importância desse processo para você e seu bebé.Não entregue o seu corpo, seu bebé e seu parto nas mãos de outros. Eles pertencem-lhe, são SEUS, são VOSSOS.
Ana Cristina Duarte

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

ADOPÇÂO

Adpção mantém demora de 5 anos.

Lei.
As regras da adopção mudaram há cinco anos. O objectivo era tornar o processo mais rápido para todos os envolvidos, candidatos e crianças, mas um dos pais da nova legislação, Luís Villas-Boas, diz que continua a haver muitos bloqueios e que é preciso uma nova dinamização
Cinco anos após a entrada em vigor da nova lei da adopção, o tempo de espera dos candidatos a pais é, em média, quatro a cinco anos desde o início do processo. Para Luís Villas-Boas, que dirige o Refúgio Aboim Ascensão, a adopção em Portugal continua bloqueada. O presidente da Comissão de Acompanhamento da Execução da Lei da Adopção, criada em 2003 e extinta dois anos depois, diz que "a lei necessita de uma grande revisão e agilização" e que se perderam muitas das sinergias criadas.


"Enquanto prevalecer o depósito das crianças em instituições que não são centro de acolhimento mas de recolhimento, enquanto houver gente que espera anos para ser avaliada, a situação continuará a ser muito complexa e muito difícil", diz.Para a deputada socialista Maria José Gamboa, "a nova lei contribuiu para agilizar o processo mas continua a perder-se muito tempo na definição do projecto de vida da criança". Ou seja, há muitas crianças institucionalizadas que não podem voltar para a família mas que não estão disponíveis para adopção porque o seu projecto de vida não é definido pelo tribunal.

Para Luís Villas Boas, todas as crianças até 15 anos que não têm contacto com os pais durante um período igual ou superior a 90 dias "deviam ser avaliadas, uma a uma, para se aferir da sua adoptabilidade". "É o que está na lei", diz. Essas crianças deviam estar numa base de dados nacional, onde também deviam estar todos os candidatos, para se agilizar o processo, considera. "Hoje os casais estão reféns dos serviços regionais", acusa, lembrando que as listas nacionais de adopção, que defende desde 1996, não estão a funcionar como ele idealizou. Aliás, a legislação estabelece que a duração média da avaliação das candidaturas é de seis meses, mas há muitos candidatos que se queixam de atrasos logo no início do processo.

Demoras que se agravam depois porque há mais candidatos a pais do que crianças em situação de ser adoptadas. Eliana Gersão, do Observatório da Adopção, também considera que os principais obstáculos estão na dificuldade em apreciar se se verificam os pressupostos para a criança ser adoptada.

Luís Villas Boas salienta que há milhares de crianças que estão em instituições e que deviam ser adoptáveis. "Há dificuldades em caracterizar as crianças, porque muitos lares, casas e obras não têm técnicos capazes para dar as informações que os tribunais precisam. Mas, nestes casos, o Estado tem de ser capaz de enviar a documentação certa para o tribunal", diz. Rui do Carmo, procurador da República no Tribunal de Família e Menores de Coimbra, explica que, para ultrapassar as dificuldades neste capítulo, são necessárias boas assessorias técnicas, melhorias na formação dos magistrados nesta área e o alargamento dos tribunais de competências especializadas a todo o País.

Por outro lado, apesar de haver mais candidatos que crianças, lembra Eliana Gersão, "há centenas de miúdos disponíveis que não encontram pais, por serem mais velhos, de outras etnias, terem problemas de saúde", ou seja, por não corresponderem ao perfil desejado pela maioria dos candidatos. "É preciso apelar à generosidade das pessoas", diz.

fonte: Diário de Notícias

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Doula